Movimento de luz

REMEMORANDO


Vamos relembrar da Bailarina de Fogo – poesia feita em fevereiro do ano passado após eu ficar seduzida pelo movimento de luz feito por uma vela vermelha.

A chama dessa vida, quer dizer, dessa vela nos convidou para dançar e aceitamos.

É preciso muito cuidado para não nos queimar, é preciso muito molejo para nos virar, é preciso ficar atento na labareda.

Tendo a consciência de que um dia virá o sopro, então, chega de fazer cera de olhos abertos.

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Bailarina de fogo.

O movimento da vela
Me vela
Nos momentos de peso
Eu quem velo a vela/

No seu balançar
Bailarina de fogo
Irradiante presença/

Em tua cera pelante
Quanto mais quente
Maior o buraco/

Derretia, derretia
Mais viva que eu
Com o pavio curto/

Puro enfeite
Na vida
Na morte/

Acende fogosa
Queima, queima
Na lágrima
Na contemplação/

Apagada
Endureci

Velha queimada/

Um fogo divino Reacendeu etérea chama de mim
Agora vejo meu reflexo

Na cera quente/

Ainda que exista o buraco
Ainda que irei acabar

Essa luz que irradia
É mais bela que o próprio queimar.

Depressão, fogo
No reflexo – etérea chama de mim.

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