Depressão com Poesia

Raios solares

A felicidade Não diz respeito Ao que se têm Seja prosperidade Ou Enfermidade A felicidade diz respeito Ao que se…

Raiva e depressão

O que: Raiva: devemos mesmo controlar?

Quem: psquiatra alemã Heidi Kastner

Onde: DW – Futurando, repórter Hanna Wick.

Quando: 24.04.2019

Por quê:

Ira, fúria, cólera, todas sinônimo de raiva. Daqueles momentos de descompasso que na maioria das vezes causa embaraço. Segundo essa psquiatra a raiva é importante para conhecermos a nós mesmos.

A reportagem traz uma animação para nos mostrar como a raiva afeta o corpo e como reagimos. Achei bem interessante a parte que ela diz que um dos sinais é levantar o queixo. Nunca tinha reparado.

Outro ponto, é que esse sentimento ancestral só é percebido quando temos conexão visual.

Os olhos, sempre os olhos, revelando nosso ser.

Destaques da fala da psquiatra:

Se não transmito minhas emoções não informo aos outros meu estado de ânimo.

Quando você se entrega, reconhece e a usa, a raiva é um motor para mudança, para a auto reflexão, para uma interação autêntica.

Concordaram com ela?

E o que fazer numa sociedade que conclama a repressão? Que nos empurra aos braços da depressão?

Fiquei pensando, muitos casos de depressão é a soma de muita raiva contida. E quando a pessoa entra nesse buraco, a raiva fica ficha pequena. Sabem o porquê?

Porque numa depressão profunda o que a pessoa mais sente é indiferença por tudo e por todos. E isso dói.

Clique no link abaixo para assistir a reportagem:

Raiva: devemos mesmo controlar?

*Atenção: esse não é um estímulo para o “Vamos quebrar tudo”, mas sim para pensarmos em nossos sentimentos e ações.


e-books por Cristileine Leão

Obrigada. De nada.

De nada

Sou obrigada

A aceitar

Os desaforos

Que outrora

Foram

Juras de amor

Obrigada por mim

Ter benfeito

Mas de nada

Adianta vir

Acompanhado de trilhares

Dos seus bem-feitos

Obrigada

Não lhe dou o direito

De dizer que sou só mais uma

De nada

Não sou gado

Sou obra sagrada

E danada para

Cumprir o próprio trilho

Meus cumprimentos.



e-books por Cristileine Leão

Camisa listrada

Naquela camisa listrada

De azul marinho e branco

Os olhos se confundiam…

Nela havia a marca

Do que foi sentido

E jamais visto

Era linda e ilustrava

O avesso do que o modelo

Descrevia

Propício desafio

À quem achava

Que te tudo já sabia

Ledo engano

Azul e branco

Oculto e exposto

Bem e mal

Se mesclam

No peito

De qualquer um

De nós.



e-books por Cristileine Leão

Sem escutar

Num saco de lixo

Soube muito mais de você

Do que pressupunha

Nunca imaginei

Que ainda gostava

De bolinhas de gudes

Como conseguiu
quebrá-las?

E o que signfica

Aqueles vários tubetes
vazios?

A coleção de selos
que nunca foram colados

O diário que nunca começou

Os dias passaram

Sempre fui sua
faxineira

Mas amanha não

Não

Estarei em outra casa

Você também

E nem para me deixar
um recado

Que precisava
de mim

Nunca te vi
sem um sorriso nos olhos

Agora limpo

Seu canto
Sem som
Sem sol
Sem encanto

Sabendo que

Jamais receberei

O teu estender de mãos

Penso que

Se eu prestasse atenção
No seu lixo
Antes

Talvez não te visse

Com as mãos cruzadas
No coração

Levo para casa um porta retrato

Tão memorável e estático

Como essa situação

De inevitabilidade

Do ser

Estou me sentindo um lixo

E sinto que você está

Recolhendo meus caquinhos

Enquanto nós dois

‘Ao pó de ce mos’

Escuto a nona sinfonia

Que Beethoven criou

Sem escutar.