Roupa nova todo dia que alegria.

Gravata borboleta
Sapato envernizado
Um terno bem cortado
Vestido de cetim

Por 1.99
É tudo descartável
Pra nova estação
Regata de algodão

Saiu na Fashion Week
Garanto é de grife
O cheiro é Nova York
Você tem muita sorte

Rolou nas bugigangas
Sorriso abacaxi
Cartão foi parcelado
Me dá mais esse aqui

O macacão de renda
O salto é dourado
A lingerie é rara
A bolsa do Vuitton

No closet 20 blusas
Na mente a promoção
A qualidade é rara
No entanto não é cara

No lixo e no luxo
Somos todos iguais
Poluídos e poluidor

Deleitando no consumismo
Delegando os compromissos
Deletando todos riscos

Que mercado opressor
Que regime ani_mal
Que planeta restará?

Restos
Rejeitados
Ejetados

Do paraíso fiscal à ilha do lixo
Do trabalho mal pago
Dos recursos Finitos

Meu luar
Seu lugar
Alugar

Nosso lar
Nosso ar
Acabou.

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Se quiserem saber mais sobre o destino das roupas que consumimos sugiro esse texto do blog Jornalismo Especializado da FAAC– As novas tendências de consumo e a produção no mundo da moda – fala sobre o impacto dos resíduos têxteis no mundo e sobre a importância da moda sustentável.

Também falei desse tema brevemente nesse post aqui – Papo de mãe tartaruga.

O título desse post foi em alusão à música Juventude Transviada, interpretação Luiz Melodia e Cássia Eller.

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Questão de estilo.

Imagem Pinterest

“Diga o que tu vestes que te dirão quem és”

Roupas e suas convenções sociais.
Segundo a história religiosa cristã, homem e mulher eram bem resolvidos com seus corpos, a nudez não era vergonha, e nem precisavam mostrar nada para ninguém.

Já na história evolutiva, deparamos com os homens da caverna que usavam peles de animais para se cobrirem. Os mais fortes e venerados se destacavam com as melhores peles. Era a grife do momento.

Surgiu a política, os reis com a soberania de suas roupas e jóias douradas. A roupa tomou forma de distinção de classes.

Muito se passou: uniformes, turbantes, burcas, biquínis, saris, kipás, batinas, quimônos, becas, ternos, minissaias, espartilhos, fitnnes…Alta costura, Made in China.

Roupa = código social, cultural, histórico.

Temos a essência, a pele e as roupas. Nem sempre uma acompanha a outra.

Artifício de desejo, ostentação, desprendimento, julgamento. Velha ou nova transmite a presença que temos, ou, que desejamos ter.

O orgulho ou a vaidade. A beleza, a idade, a maturidade. O conforto, a exibição. As cores, os humores.

Roupas despertam sentimentos.

Estar sem elas, tocar nosso corpo, se amar, se conhecer é o melhor in(vestimento) que podemos ter. É voltar ao paraíso perdido.

Muitos preferem a fantasia.

E você?
Qual seu estilo?

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Roupas e seus significados.

Dia de escolher a melhor roupa

Branca, dourada, prata

Para impressionar no brinde

Caprichar na roupa íntima

Vermelha, amarela, laranja, verde

Amor, dinheiro, alegria, esperança

Para atrair boas venturas ao novo ano

Pular ondas

Comer lentilha

Presenciar o estrondo dos fogos de artifício

Para quem pode, tudo isso e muito mais

Para quem não pode, dor e a dependência da caridade alheia

Passam dias e meses

Mais um ciclo completou

A pergunta que poderia nos acompanhar seria

Qual a roupa que eu usei esse ano inteiro?

A roupa é uma convenção humana

Que distingue entre menos e mais

A roupa é uma carapaça

Com que roupa eu vou?