A violência

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.

Quem acrescenta?

Recebi de vocês o poder de desvendar valores e significados que vão muito além das aparências.

No mundo que contempla o prático, o objetivo, o veloz; você me deu voz e conhecimentos. Disse-me sobre fundamentos, sobre o que é sustentável e sobre a evolução da humanidade.

Fazemos história enquanto ela nos faz.

Querido professor, sua profissão sobreviveu aos escribas, aos sofistas e sobreviverá aos políticos.

Represento as crianças que tiveram a graça de passar por um banco escolar. Sabemos que bancos e lousas são substituíveis, já o verdadeiro educador é perpétuo e vive nos exemplos e em todos os tempos.

Sou uma mistura de Silvia, Teresa, Walda, Antenor, Marta, Wilson, Ena, Vera, Hermínia, Dê, Chico, Estevam, Jrmessias e muitos mais dos quais fizeram-me ver que a vida (nosso organismo, sociedade, invenções) é caótica e maravilhosa.

E você? Quem acrescenta nessa lista?

 


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Escuta responsiva

O que: Suicídio

Quem: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva e Dr. Alex Rocha

Onde: Canal Mentes em Pauta

Quando: 15.06.2019

Por quê:

Estamos preparados para ouvir as agonias de outro alguém? Estamos preocupados com o que se passa em outros mundos mentais?

Nesse vídeo de pouco mais de 11 minutos, a psquiatria Ana Beatriz Barbosa Silva ressalta que o suicídio é um impulso é momentâneo.

Por isso programas de apoio como o CVV (Centro de Valorização da Vida) são tão importantes. Naqueles minutos em que a pessoa está desabafando o ato de impulso está sendo dissuadido. Achei essa informação simplismente fantástica. Nossa escuta é responsiva.

Vou citar alguns números ditos nessa entrevista de uma pesquisa da Unesp de 2012.

Dos casos de suicídio:

36% eram pessoas com transtornos de humor (especialmente a bipolaridade)

23% eram usuárias de drogas

11% Transtornos de personalidade (especialmente o boderlaine)

10% esquizofrênicos

Hoje no Brasil a cada 3 minutos uma pessoa se mata, em 2015 era a cada 15 minutos.

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Como fica quem ficou?

REMEMORANDO

Columbine mora ao lado

De repente aquelas famílias e toda uma sociedade se unem num momento de dor… Esperava não ter que rememorar “Columbine mora ao lado”, post que fiz em 22/10/2017, mas…

Quais os sinais que esse oitavo ataque em escolas brasileiras quer nos mostrar? Para que rumo vai a educação? Como a criança e o adolescente estão enxergando o mundo atual? Como ser pais e professores?

Nas reportagens abaixo, tanto na fala da mãe de um dos jovens do caso em Columbine EUA, quanto na do professor de Taiúva, o mesmo pano de fundo: Onde eu errei?

O filho ela só conheceu depois da tragédia em Columbine

(Fonte: Huffpost, 19.08.2016)

“Piores memórias”, diz professor ao lembrar ataque ocorrido há 16 anos em escola de Taiúva, SP

(Fonte: G1, EPTV, 13.03.2019)

Ninguém erra sozinho, os fatos acontecidos e repetidos são as pedras no rim da sociedade. Todos precisamos escolher o que ingerimos para poder filtrar bem. A cólica é uma dor imensurável, a dor mata.

Pais e professores não são os únicos a formarem o corpo social. Eles também têm dúvidas, acertos e desacertos. A responsabilidade é de todos nós.

O bullying, a depressão e demais doenças mentais, o desajuste social e familiar, a pobreza, a falta de autoconfiança, de se sentir amado e aceito, são reflexo de uma sociedade doente.

  • A saúde é a ausência da doença.
  • Na mente tomamos decisões.
  • Antes tudo passa pelos sentimentos.

Cuidar da saúde mental é preservar vidas

O clamor é claro e objetivo, precisamos aprender sobre sentimentos. O silêncio, a indiferença e o esconder o pó debaixo do tapete tem nos custado vidas.

O avanço da tecnologia, o descrédito nos governos, o viver sem razão e significado, as escolas que são focadas mais nos vestibulares do que na formação humana, o mercado de trabalho devorador, etc.

Tudo nos assusta e não nos dá tempo e referências para o que realmente importa con(viver).

Em situações assim, não adianta procurar o culpado, o que funciona é cuidar das nossas próprias ações e sentimentos, nos fortalecer e nos informar. Nos conhecendo mais e melhor podemos também zelar pelos sentimentos de outrem.

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