Depressão com Poesia

Machado e Amado

Ainda falando da Feira do Livro de Frankfurt, os dois últimos dias foram liberados para a visita pública e compra de livros.

Os outros dias eram só para peixes grandes, ou seja, para editoras, agentes literários, livreiros fazerem negociações como venda de direitos autorais.

O Brasil foi representado por cinco expositores, eu participei de alguns lançamentos e apresentações de livros os quais detalharei depois. Rendem muitos postagens.

Como era de se esperar, alguns stands estavam fechados (sobretudo os de língua inglesa) ou embalando os produtos em horário comercial para o atendimento público. Aff …

Em compensação a editora britânica Penguim, que agora também assimiu o controle da Companhia das Letras, anunciou o horário de abertura com desconto de 50%.

No horário marcado eu estava lá, tocaram a música Tan tan tan tan tan taaaan e liberaram a entrada. A lotação não devia em nada para a rua 25 de Março em época de Natal.

Ainda assim, consegui adquirir alguns livros. O meu querido do momento é esse aqui:

Livro: Writers, they lives and works, por James Naughtie

Poesia e história

Final de semana foi dedicado à Feira Internacional do Livro de Frankfurt. Esse ano teve um gostinho diferente porque fui em uma apresentação sobre poesia e memória histórica.

Conforme o descritivo abaixo, imaginava que fosse tudo em espanhol e que eu poderia acompanhar o assunto. Já que a raiz das línguas latinas é a mesma.

Para minha surpresa era em alemão, naquela situação era pegar ou largar. Resolvi ficar e por incrível que pareça entendi 40% do que foi falado.

O escritor e professor Selnich Vivas-Hurtado é colombiano, estudou literatura alemã na Áustria, fez doutorado na Alemanha. Mas, percebi que ele gosta mesmo de falar e cantar sobre sua origem indígena e sobre a natureza.

Suas obras tratam da ancestralidade da poesia o que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais.

Resumo do que entendi:

A poesia está no âmago da alma, onde todos somos uno, onde não há subdivisão na literatura entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. A arte é linguagem universal.

Stolpersteiner – Poemas-Traspiés” é um de seus livros de poesias. Tropeçar em alemão é Stolpern, e em espanhol é traspiés. Stein em alemão é pedra. Stolpersteine = pedras de tropeço, pedras do obstáculo, algo assim.

Graças a um artista plástico de Berlim, essas pedras ganharam vida para relembrar as vítimas do nazismo que morreram nos campos de concentração ou que escolheram o suicídio ao invés do extermínio.

Portanto, quando passar em frente a uma casa na Alemanha e ver uma pedra de latão no chão com inscrições de nome e datas, saberão que ali morou alguém judeu, cigano, homossexual, testemunha de Jeová, entre outros que não eram considerados da raça pura…

Leia mais sobre as pedras de tropeço nessa reportagem da DW

Entre o castelo e a haste

Quem sabe um dia eu adquira coragem para apresentar Frankfurt das maneiras abaixo. Quando passo por esses caminhos mostrados nesses vídeos, conheço mais da história, cultura e descubro novos cantos, sempre me dá uma vontade imensa de dividir com todos que conheço.

Por enquanto sou toda textual, tenho mais facilidade com a escrita do que com a fala, gestos, desenhos, ou qualquer outro tipo de comunicação. Mas, como diz minha psicóloga, preciso arrumar maneiras de sair desse meu castelo de gelo. Sim, ela já me comparou com a Elza do filme Frozen, risos. Será por isso que vim parar nessa terra gelada?

Já comecei fazer o movimento para fora, esse blogue é uma prova disso, antigamente jamais me expunha dessa forma. Muitas vezes me questiono para quê de tudo isso, algumas vezes acho resposta, outras não…

O importante é que estou fazendo o que gosto, escrevendo, pesquisando, compartilhando conhecimentos. Não quero voltar a ser operacional como antes, realizando todas as demandas da vida irrefletidamente. Mas, também não dá para ficar só no mundo da imaginação, pensando e buscando incessantemente sem viver o real.

Equilíbrio, equilíbrio, essa haste floral que suporta inflorescência até sem folhas.

Equilíbrio preciso do seu suporte no desfolhar da aurora.


Agora vamos ao vídeos, no primeiro você terá uma visão diurna e terrestre, no segundo uma visão noturna e aérea.

Muitos consideraram Frankfurt como São Paulo, ou seja, lugar para trabalhar e estudar muito, pois, é o centro financeiro da Europa.

Tenho a dizer que adoro Frankfurt e sou muito grata por estar aqui.

Boa semana pessoal 🙋🏽‍♀️

Vídeo 1) vlog viagem na Europa – O que fazer em Frankfurt, Alemanha, de Emilim Schmitz, publicado no YouTube em 05/10/2019.