Carta aos professores de filosofia

Querido professor,

Eu sei, os dias estão árduos para você que mais do que estudar acreditou que o amor à sabedoria abre portas, mentes e forma gente que vive além do ter.

Você bem sabe, essa não é a primeira vez que a história ruma para a barbaridade.

Ainda assim, temos o exemplo socrático que ensinava em praça pública. Suas palavras jamais foram esquecidas. A liberdade e o conhecimento não morrem nem com cicuta.

Prezado professor, o mundo líquido escorre pelas mãos, tudo flui, mas somos feitos de carne e osso, com as mesmas necessidades de pão, afeto e afetAção.

Por que queremos voltar para a banalidade do mal?

Todos os dias o sol nasce e se põe, e, reconhecemos a maestria da beleza da natureza. Nossa vida busca estética e ética.

Uns são existencialistas; outros seguem os afãs de São Tomás de Aquino. Há os niilistas onde o nada é tudo, mas muitos desconhecem o super herói de Nietzsche e preferem acreditar nos super-heróis de cinema. Ter noção e responsabilidade das próprias ações é para os fortes.

Sabe professor, a verdade não está nem no mundo das ideias e nem no cetiscismo de Schopecheuer. O céu, o inferno, a cultura de massa, a lógica aristotélica, o rigor cartesiano, a virtude de Espinosa, a política de Maquiavel (melhor ser temido do que ser amado), e outros exemplos mil. São só modelos do melhor, e do pior, do que fomos e do que podemos vir a ser.

O melhor que aprendi em suas aulas foi formar os próprios conceitos. Eu sei é mais fácil ser passageiro que condutor nessa estrada. Mas, será que todos têm consciência de que a vida é única aqui e agora? E mesmo quando houver o passar, alguém amado há de ficar.

Ah professor, dizem que filosofia é tão difícil e que não serve para nada. Ah se eles tivessem minha infância e vissem um porco sendo morto por facadas e ainda assim se levantar e correr atrás das crianças. Ah se ao menos lessem “A revolução dos bichos”, de George Orwell, saberiam que a diferença não está no sistema mas na postura das pessoas.

Lembra professor de quando queimavam livros e bruxas? Do que será que o homem tem tanto medo? Por que mesmo morreu Tiradentes?

Ah se todos tivessem direito à educação de qualidade para formar cidadãos pensantes, mas preferem formar serviçais para perpetuar a coroa. Mão de obra barata essa é a realidade de quem prefere o aceitar sem questionar.

A sorte é que nunca deixarão de existir filósofos, tal como a noite não consegue apagar o brilho das estrelas.

Arroba, sinal gráfico formado por um ‘a’ minúsculo envolto num círculo aberto, usado nos endereços de correio eletrônico com o sentido de ‘em‘ (subordinação de lugar).

Professor = sinal, formado, envolto num círculo, com sentido de ‘em, mas e porém’. Ainda que subordinado ao lugar, circula o mundo.


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Como esperar o amanhã? Suicídio – Em Pauta.

O que: Instrumentos para a prevenção do suicídio.

Quem: Alessandra Xavier.

Onde: canal Rossadro Klinjey.

Quando: 16.04.2018

Por quê: Como esperar o amanhã? Não consegui, precisava dividir isso com vocês ainda hoje. O limite entre a vida e a morte pode ser uma palavra, um olhar, uma ação. Nesse vídeo o psicólogo Rossandro Klinjei entrevista a professora da Universidade Estadual do Ceará, Alessandra Xavier, quem propõe ensinar meios para o combate e prevenção ao suicídio entre adolescentes. Recursos que foram estudados e pesquisados dentro e fora do Brasil.

Segundo ela, esse programa de treinamento está acessível para os interessados em trabalhar com grupos de adolescentes em situação de risco (ideação suícida), construindo neles habilidades psicossociais para lidar com os problemas. O programa é gratuito com treinamento voltado às escolas, especialmente aos psicólogos escolares e professores.

Além de explicar o conteúdo do programa, a professora passa seus contatos na entrevista abaixo.

Frase:

Atualmente temos mais casos de morte decorrentes do suicídio do que somadas as mortes por atentados terroristas, violência urbana e guerras.

Rossandro Klinjey.

Sabiam disso? Fiquei surpresa. Entra naquilo que disse tempos atrás “Suicídio é um mal silencioso que extermina dia a dia“.

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Como não resisto aos mil compartilhamentos, também gostaria que vocês conhecessem as 84 esculturas em um prédio em Londres que nos lembram a epidemia de suicídio masculino, publicado no blog VIVIMETALIUN.

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Ecos de gratidão.

Walda morreu 

Teresa perdeu a filha 

Agora cria as netas

Leni curte a aposentadoria

Todas colocaram letras na minha vida.

Numa eu olhava só via amor

Exemplo de meiguice nos olhos

Que fazia não ver eu esconder a mamadeira com leite debaixo da carteira de madeira.

Outra era rígida me ensinou a somar

“Nada de orelha no livro menina”

Eu escutava tudo com muita a atenção nos olhos e frio na espinha.

E aquela que me concedeu primeira tarefa 

De confiança e responsabilidade 

“Pode buscar leite para mim na padaria 

Durante o recreio, após a comelança? “

Lá ia saltitante de segunda a sexta

Atravessava a rua

Esperava e conferia o troco 

Então, era só cuidar para não cair 

Nenhuma gota fora da lata de leite.

Fui crescendo nesse caminho

Descobri que a vaca não dá leite

A gente tem que tirar…

Troquei de mestres

Silvia Morico, Antenor, Hermínia

Muitos mais nomes me conduziram 

Nas ciências e histórias sem fim

Encanto pelos livros, pelas matérias 

Pelas fórmulas, cálculos, filosofias.

Eu entrava e ia que ia tateando

Através de portas que se abriam

Na mente e nas escolas públicas 

Cada porta diferente, assim como cada gente.

Portas que nenhuma graça teriam

Se não tivesse a presença de um(a)  professor(a)

Dizendo Bom dia / Até Amanhã 

Cumprimentos de chegada e saída que jamais se findam.

Ainda batem nas portas da curiosidade que eu nunca fechei

As quais ecoam 

Em cada abrir e fechar da vida

Aqueles Bom Dia / Até amanhã

Mestres queridos, recebam meu eco de gratidão 

Obrigadaadaada.

Tomara que a gente se encontre para um café com leite em alguma porta da vida.