Paisagem, passagem e paz

Querido cume,

Por que há tanta neblina em ti?

Desde o primeiro choro

Começou a escalada

Têm horas que acho que estou perto

Ilusão

Chega a avalanche

Fico sem visão

Ainda zonza

Levanto

Até quando?

Até quando?

Há sufocar

No ar rarefeito

Dessa busca incessante

Das grandes altitudes do ser

Para enfim contemplar

Que tudo em mim é

Paisagem

Passagem e

Paz.

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ConviVENDO

Com a incerteza

Da cegueira/

ConVIVEndo

Com a expectativa

Do que será/

ConheCENDO

O caminho do agora

Já, já derradeiro/

CAminho

Nosso cunho

Principal.


– Passei a vida tentando ser alguém.

Você já é alguém.

Eu sei, alguém profissionalmente falando.

Eu também. Hoje olho para as fotos dos meus filhos e choro. Gostaria de ter sido mais presente.


Atemporais

Se há uma delicadeza

Que tem que ficar inscrita

Ela se chama

Viva

Sim ela se chama

Em alto e bom tom

Todo dia

No abrir das pálpebras

Viva

Viva

Estátuas

Do tempo e nos templos

São lindas

Mas só a vívida flor

Contempla borboletas

Nessa pendente

Vida

De dias temporais

E atemporais

Viva

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