Rosa e redoma.

A rosa e a redoma são ancestrais, antes mesmo da “Bela e a Fera” e do “Pequeno Príncipe” estavam elas sendo lápis do nosso papel.

Espinhos, constrição, perfume, proteção, assim segue a vida. Ainda que não sejamos os personagens principais de nossa própria história, segue a vida. Com o beijo da princesa ou da serpente, segue a vida.

Quando me dei conta da rosa e da redoma, comecei também a seguir a vida. Horas as pétalas caem, horas somos deixados a sós no planeta, noutras horas somos protegidos e regados de afeto (que tudo).

Parei de fechar o livro, procuro olhar além do vidro porque sei que o final feliz pode estar tanto no encontro quanto na morte.

A beleza e o riso das estrelas moram no mesmo lugar, num castelo, numa galáxia, aqui, aí, ali, acolá.

A beleza e o riso das estrelas são acessíveis, toque-os, eles são acessíveis apesar de viverem além do ponto final.

Então, sem demora: Escreva.

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