Respirando o infinito

Entre o tempo e o vento

Há sutilezas

Que só podemos captar

Res-pi-ran-do

Como a pausa

Dos hífens

Com seus traços horizontais

Res-pi-ran-do

Despida

Do passado

Andando

Ao futuro

Que não sabemos

Se haverá

Entretanto

Enquanto há ar

Olhares

E mãos dadas

Estamos certo que

O invisível é o infinito.


Esta obra está licenciada com uma Licença
Creative Commons Atribuição Não Comercial Compartilha Igual 4.0 Internacional

Íntimo ínfimo e infinito passos.

Conheço pessoas que enxergam pela boca, respiram pelos olhos e que escutam o que o qualquer nariz empinado não quer falar.

Falando nisso, quem aqui não conhece alguém que fala pelos cotovelos?

Também conheço pessoas que fazem do seu corpo a extensão do outro,
Sendo assim um órgão funcional no sistema único de saúde.

Agora só preciso do tal “conhece-te a ti mesmo” nessa ágora grega*

Certamente,

Por extensão dos saberes, conhecerei apenas o ínfimo desse mundo;
Já por profundidade tenho contato diário com o infinito.

Nessa realidade surreal
Assim corre o sangue nas veias
Nutrindo, desintoxicando e apurando
Os sentidos

Em cada passo e interrogação

Marcamos e somos marcados no chão.

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  • Ágora = praça pública nas antigas cidades gregas, ponto de encontro para reuniões, debates e negociações.

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Creative Commons –

Atribuição 4.0 Internacional

Ninho.

Chamando a vida

Tecendo sonhos

São mágicos cantos

De passarinhos/

O céu azul nossa morada

Abertas asas

Ser passarinho/

No canto o ritmo

Mensagem viva

Ninguém sozinho

Olhe o infinito/

Adeus estacas

Levantei vôo

Aqui há cantos

De passarinhos/

Suave ninho

Sou ser ovinho

Profundo canto

De passarinhos.