O idoso e o suicídio – Em Pauta.

O que: Suicídio de pessoas idosas: mortalidade, causas e apoio familiar.

Quem: Profa. Dra. Denise Cuogui de Carvalho Veríssimo Freitas.

Onde: Nuances do Envelhecimento.

Quando: 30/09/2018

Por quê: Nos últimos “Em Pauta” dividi com vocês que o grande crescimento de suicídio no Brasil hoje está acontecendo pelos idosos.

Imaginem só, pessoas que já têm uma história formada, que já deixaram sua contribuição na sociedade, que estão no auge da maturidade e ainda assim perdem a esperança de viver…

Esse artigo de hoje reafirma tal informação, o qual nos alerta para a condição de vida e dignidade na qual passam os que vieram antes de nós para nos abrir caminhos.

A profa. Denise Cuogui, é uma conterrânea minha, viva Taiúva, que atua na área da Ciências da Saúde na UNICAMP.

No Brasil as taxas de suicídio são baixas se comparadas a da maioria dos países, oscilando entre 3,50 e 5,80/100 mil habitantes. No entanto, as taxas referentes às pessoas idosas compreendidas como indivíduos de 60 anos ou mais de idade, correspondem ao dobro das que a população em geral apresenta, havendo diferenças entre as unidades da federação ao longo dos anos.

O suicídio entre os idosos é sempre um evento complexo e de múltiplas causas. Não há uma explicação única para o suicídio, mas a interação de diversos como social, médico, psicológico e cultural. No entanto, vários pesquisadores mostram que transtornos afetivos e principalmente depressão sejam sintomas associados.

Problemas de saúde física, doenças graves como câncer, complicações cardiopulmonares, distúrbios neurológicos, problemas mentais, dores incontroláveis, morte de uma pessoa querida, modo do prolongamento da vida sem dignidade, brigas de família, isolamento social, solidão.

O acompanhamento diário do idoso é de fundamental importância, o interesse pela sua saúde, a inclusão no convívio social familiar.

Deve-se ficar atento com alguns sinais como: ansiedade, pânico, depressão, mudança no hábito alimentar e sono, perda recente importante (separação, divórcio, morte), história familiar de suicídio.

O estar junto da pessoa é importante, o apoio e observação atenta em suas necessidades físicas, emocionais e sociais.

Profa. Dra. Denise Cuoghi de Carvalho Veríssimo Freitas
Fisioterapeuta. Pós-Doutorado em Ciências da Saúde/Unicamp. Doutora em Ciências da Saúde/Unicamp. Mestre em Gerontologia/Unicamp. Professora convidada do Curso de Pós-Graduação em Gerontologia do Centro Salesiano de São Paulo/UNISAL. Professora da Faculdade da Terceira Idade (FATI/UNASP) de Hortolândia e da Faculdade da Terceira Idade do Centro Universitário Salesiano de Campinas (UNISÊNIOR/UNISAL). Membro do Grupo de Pesquisa CNPQ. Pós-Doutorado em Ciências da Saúde/Unicamp. Doutora em Ciências da Saúde/Unicamp. Mestre em Gerontologia/Unicamp. Professora convidada do Curso de Pós-Graduação em Gerontologia do Centro Salesiano de São Paulo/UNISAL. Professora da Faculdade da Terceira Idade (FATI/UNASP) de Hortolândia e da Faculdade da Terceira Idade do Centro Universitário Salesiano de Campinas (UNISÊNIOR/UNISAL). Membro do Grupo de Pesquisa CNPQ.

O artigo foi publicado no site Vida Formação e Saúde.

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Atribuição 4.0 Internacional

Depressão a dor da alma / Reportagem.

O quê: Depressão a dor da alma.

Quem: Caminhos da Reportagem.

Onde: TV Brasil

Quando: 17.06.2016

Por quê:⬇

Olá pessoal,

Desde quando assumi e comecei o tratamento para depressão, comecei a pesquisar extensivamente sobre o tema. Tanto para me entender, quanto para escrever para vocês. Encontrei materiais relevantes e outros tendenciosos. Essa matéria do Caminhos da Reportagem foi uma grata surpresa. Não só pela qualidade, como também pela maneira objetiva, clara que abordou esse campo diverso que é a depressão. Com depoimentos de pessoas da vida cotidiana, artistas como Chico Anísio. Sem deixar de citar grandes celebridades da história que lidaram com essa doença. Na reportagem você vai encontrar sobre:

  • A depressão em crianças, adultos, adolescentes e idosos.
  • Depressao pós parto.
  • Bipolaridade.
  • Suicídio.
  • Causas, consequências e tratamentos (inclusive do eletrochoque).
  • Tratamentos disponíveis na rede pública de saúde.
  • A importância de arteterapia, yoga, dança, cuidados com o corpo e alimentação.
  • Influência do álcool como agente depressor.
  • Dos estigmas e preconceitos.
  • Distanciamento familiar e social.
  • Perda de emprego, dificuldade de recolocação.

O que mais me chamou atenção foi o seguinte: esse material é de 2016, quase 10 mil pessoas já assistiram, dessas apenas 172 curtiram e 5 não. O problema aqui não é o número de likes, mas o distanciamento entre esses números. Garanto para vocês que qualidade e conteúdo a reportagem tem. Então, para mim, o argumento que justifica é o preconceito, o temor de dar um curtir ou um comentário e deixar lá rastros. Atenção essa é só a minha opinião. Voltando…

  1. Posso dizer que senti satisfação por ver tão excelente trabalho, através de reportagens assim até volto a acreditar no jornalismo. Abordagem tão completa como essa só encontrei no livro Depressão: O demônio do meio-dia, de Andrew Solomon. O ponto que poderia ser acrescentado seria sobre o valor da espiritualidade, da conexão com o transcendente. A reportagem dura aproximadamente uma hora, tenham certeza de que não será tempo perdido, tanto para quem passa por depressão, quanto para quem acredita que informação é o caminho emancipação. Também para aqueles que querem conhecer melhor sobre saúde mental para ajudar o próximo.

Abraços, 🙋🏽‍♀️

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Assento Preferencial.

Estava em pé na sua frente

Você fingia que não via gente

Sobre sua cabeça o sinal de preferencial

Dentro de sua mente o achar se essencial.
Não importava lhe meus joelhos gastos e operados 

O som do headphone conforta sua alma sentada nas suas preferências.
Continuo segurando pendurada 

A idade me trouxe tolerância 

Espero que você passe dos setenta.
Enquanto isso vamos viajando no mesmo tempo

Estou apoiando na bengala 

E na gentileza de outro alguém que levanta

E diz senta

Obrigada seu moço

Até a próxima viagem.