Depressão com Poesia

Poesia e história

Final de semana foi dedicado à Feira Internacional do Livro de Frankfurt. Esse ano teve um gostinho diferente porque fui em uma apresentação sobre poesia e memória histórica.

Conforme o descritivo abaixo, imaginava que fosse tudo em espanhol e que eu poderia acompanhar o assunto. Já que a raiz das línguas latinas é a mesma.

Para minha surpresa era em alemão, naquela situação era pegar ou largar. Resolvi ficar e por incrível que pareça entendi 40% do que foi falado.

O escritor e professor Selnich Vivas-Hurtado é colombiano, estudou literatura alemã na Áustria, fez doutorado na Alemanha. Mas, percebi que ele gosta mesmo de falar e cantar sobre sua origem indígena e sobre a natureza.

Suas obras tratam da ancestralidade da poesia o que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais.

Resumo do que entendi:

A poesia está no âmago da alma, onde todos somos uno, onde não há subdivisão na literatura entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. A arte é linguagem universal.

Stolpersteiner – Poemas-Traspiés” é um de seus livros de poesias. Tropeçar em alemão é Stolpern, e em espanhol é traspiés. Stein em alemão é pedra. Stolpersteine = pedras de tropeço, pedras do obstáculo, algo assim.

Graças a um artista plástico de Berlim, essas pedras ganharam vida para relembrar as vítimas do nazismo que morreram nos campos de concentração ou que escolheram o suicídio ao invés do extermínio.

Portanto, quando passar em frente a uma casa na Alemanha e ver uma pedra de latão no chão com inscrições de nome e datas, saberão que ali morou alguém judeu, cigano, homossexual, testemunha de Jeová, entre outros que não eram considerados da raça pura…

Leia mais sobre as pedras de tropeço nessa reportagem da DW