Síria.

Lá em cima daquele morro
passa boi passa boiada

passa o tempo e gente armada
passa a guerra e não muda nada
passam vidas que nem foram criadas
passa a hora da virada/

Passam mentes alienadas
passam estimas não criadas
passam lágrimas derramadas
passam propriedades derrubadas
passa a cultura desestabilizada passam plantações arrasadas/

Passam pessoas deformadas
passam famílias desenraizadas
passa criança magoada
passam o sonho de jovens desencorajadas

passa idosa arrastada
passa gata perdida
passam corpos sem vida
passam orações não ouvidas/

Lá em cima daquele morro passam canhões da ganância e passam as armas da pequenez humana.

Para os que olham de cima
Busque e exerça a consciência
Vietnã, Hiroshima, Aucshwitz
Rio de Janeiro, Brasília e afins
O morro sempre muda de lugar
Enquanto tiver boi e boiada para empurrar.


Caros leitores,

Essa poesia não é a anunciação do apocalipse, é uma pequena transcrição histórica dos conflitos humanos na Terra. Uma reflexão do que foi e do que pode vir a ser debaixo desse morro que estamos inseridos. Não temos a solução pronta e mastigada, mas podemos pensar e agir de forma diferente quando sabemos o mal que nos aflige. Querendo ou não, parecendo ou não, compreendendo ou não, acredito eu que estamos em evolução. Sugiro a leitura das 10 perguntas para entender a guerra na Síria, texto da BBC Brasil, em 27/02/2018. Observem os interesses políticos, econômicos e religiosos. Se atentem na questão cinco e na situação atual do Brasil. O mal na Terra é como a depressão, se souber perceber seus sintomas antes do ataque e agir com nossos meios conhecidos, conseguimos tratá-la. Ainda que não saia por completo, dá para se ter uma convivência viável.

Abraços cristalinos,

Cristileine Leão 🙋🏽‍♀️

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Guerra paira na Terra.

Arcaico Arcano Armado

Lança seu rifle da discórdia

Dentes serrados

Medos cruzados

Constroem muralhas de defesa

Usinas nucleares, armas militares

Submarinos, drones

Teus altares

Come do pânico dos indefesos

Bebe do sangue dos soldados

Defeca sobre nós

Divulga suas glórias nas mídias

Sustenta tua vitória sobre as mentes

Mente prometendo resguardo

Enquanto levamos o fardo

Fica rico da nossa pobreza

De reflexão, de reação

De seus viés métodos de ação

Com AAArmas mirando nossas cabeças

Arcaico, Arcano, Armado

Antiga e incompreensível: Guerra

Paira na Terra.


Lembrando que a pesquisa dos medos que nos afligem ainda está no ar. Vote aqui

Por enquanto criminalidade e guerra estão no topo. E o que é a criminalidade se não uma forma de guerra diária que aflinge pelas desigualdades sociais?


Nesse belo vídeo de Madredeus há três fados, música tradicional de Portugal, com legendas. Sugiro demais assistirem até a última música que é relacionado com o tema desse post “Os Senhores da Guerra.”

Destaquei os pontos que mais me chamaram atenção na letra: 

Composição: Pedro Ayres Magalhães / Francisco Ribeiro.

Lá estão os senhores da guerra

E cantam já hinos de VITÓRIA

Qual a história dessa terra?

É o MEDO

Ali mesmo

Cá dentro estão homens à espera

Unidos no DESTINO da terra

Já não há MEMÓRIA DE PAZ na Terra

E o MEDO

Ali mesmo

Ó terra

Mais um dia a NASCER

Ai, é menos um dia a PERDER

É tão pouca a glória duma guerra

E os homens que fazem a vitória

Já não há MEMÓRIA DE PAZ na Terra

E o MEDO

Ali mesmo

 

 

Era uma vez.

Esperança
Rasgada
Aleatoriamente

Universo
Meandro
Armadilhas

Ventos
Estranhos
Zumbindo.

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Baseada nessa pesquisa divulgada na DW sobre os maiores medos dos alemães. Abro uma enquete para saber quais os maiores medos dos brasileiros.

Esse é o resultado da Alemanha:

  1. mudanças climáticas, 2. novas guerras, 3. atentados terroristas, 4. criminalidade, 5. pobreza na velhice, 6. refugiados, 7. desemprego.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Emnid para saber das preocupações dos cidadãos antes das eleições nacionais que serão em setembro.

O que achou?

Por favor, participe da enquete, acredito ser um meio inteiressante de reflexão e ideias na blogosfera.

Continue lendo “Era uma vez.”