No interior

Olá pessoal,

Passando para dizer que o post de hoje foi publicado ontem = Sobre a falta de visão.

Confundi no momento do agendamento, era para ser hoje conforme o combinado aqui.

Continuo em modo de contemplação:

Deixo abaixo fotos feitas, num entardecer gelado, da praça da cidade que cresci no interior de São Paulo.

A poesia também mora
na memória afetiva.

Bom fim de semana 🙋🏽‍♀️



e-books por Cristileine Leão

Continue lendo “No interior”

Para onde vou?

Vista aérea da estação central de trem – Hauptbahnhof Frankfurt.

Quais são seus planos?

Toda vez que vou ao psiquiatra essa é a pergunta que escuto, fico desbaratinada na resposta como ficavam os entrevistados do Abujamra na perguntava: O que é a vida?

Isso porque há infinitos rumos para se tomar, e nós queremos fazer o certo, o melhor e tal. Mesmo sabendo que nem tudo está ao nosso alcance e entendimento.

Mas sem mais voltas, não sei na cabeça de outros que enfrentam a depressão, mas a minha definitivamente não funciona de forma linear, clara e lógica. Atualmente, já nem quero mais me dar o trabalho para fazê-la entrar nessa linha.

Pego todo esse emaranhado de pensamentos e tento dar outras formas, outro jeito. Nessa rede chego em criações impensáveis, muitas incompreensíveis até para mim.

Antes eu tinha o hobby de fazer tricô e mosaicos, mas eles tinham fórmulas e receitas próprias, cansei, agora eu escrevo a torto e a direito.

A psicóloga perguntou: O que você quer com isso? Nunca tenho a resposta. Pelo menos não a que os outros querem ouvir.

Terapias e divulgações à parte, acontece que as minhas crianças entraram de férias ontem, e eu continuo sem planejamento.

As férias de verão serão 43 dias nesse ano, a primeira semana tudo bem, eles estão exaustos querem descanso. Mas nas outras imagino como serão, entrarão em tédio e acharão que eu sou a responsável para encontrar atividades; ficarão sossegados só quando estiverem vidrados nos eletrônicos. Nããão, nada disso me agrada, então, querendo ou não preciso entrar na linha para a caravana andar.

As atividades que mais gosto de fazer com eles ficam entre descobrir as cidades da região, ir em jardins e museus, pegar o trem e sair por aí…

Diante dessas perspetivas e expectativas, pensei, poxa vida, se me embaralho toda planejar nosso tempo livre, como posso me visualizar daqui à 5, 10, 20 anos?

Não é só uma questão de focar o caminho para trilhar, as metas, mas também de desenhar as curvas, saber passar pelas encruzilhadas, ter o plano B, se permitir o tempo de descanso, e acima de tudo, comemorar em cada estação.

Como diz a psicóloga, nosso combustível são as boas recompensas, mas para isso precisamos nos dirigir.

Concordo, as conquistas chegam uma a uma quando sabemos para onde estamos indo. Mas eu ainda não sei para onde vou nessas férias e nem o que é a vida.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional