Seu chão

De estático nada tem o tempo
Molda corpos
Revela pensamentos
Fermenta crescimento

À cada semente lançada
Um dom
Para quem quiser cultivar

Ervas daninhas
Lírios
Jaboticabas
Bebês

O tempo estica tudo
Pedindo resistência
Nos dias estilingues

Foram lançados no universo
Não para matar passarinhos
Nem para ficarem em gaiolas

Evoluíram os brinquedos
Evoluíram com os sentIDOs
Evoluíram os seres vivos

No agora
A aurora
Resta honrar
O seu chão.

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Transformados em letras.

Tem muitos dias que achamos que estamos entre a cruz e a espada

E, estamos mesmos

Dias e dias e dias

Passam

Nós também

Muitos governos passam

Poucos fatos mudam

Isso não significa que estamos em retrocesso

A evolução anda milimetricamente e

Persistivamente

Parece que para testar nossa resiliência

Parece que para desenvolver o dom da paciência

Quando se escuta muito barulho

Lá fora

É chegada a hora

De olhar para o sino interno

Somos passarinhos

Rumo ao vento

Mas o calor do ninho é particular

Uns constroem o seu

Outros esperam pelos outros

E tem ainda a ave de rapina

Uma coisa é certa

Seremos todos transformados em letras

Nas digitais de um livro qualquer

De história

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