O valor da cor.

Entre bolo e flores.

Existem sim

Muitas belezas

Que se põe na mesa

Bom mesmo é estar

Com olhos abertos

Para entender

O que é degustar

Falo de gostar

De gostar

De viver

Ver

O valor da cor

De cada dia

De cada ano

Entre bolo e flores

Estamos nós

Mortais.

Olha que coisa mais linda!

REMEMORANDO: leiam também o texto Elo publicado em 08 de julho do ano passado. Foram feitas algumas revisões, nada que mude o contexto de que o elo nos faz sentir o sabor dos anos de vida. Abraços cristalinos, 🙋🏽‍♀️

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Gratidão mora entre folhas.

REMEMORANDO: Amar é elo, lembrei desse texto⬆️ hoje porque foi um dia típico de sol, pude colocar uma roupa leve, sentar numa grama verde, e me permitir ser irradiada por um calor vigoroso na pele, na íris e no coração. Como agora sou imigrante, erradicada da própria terra onde o sol brilha dia sim e dia também, tive que sair da zona de conforto e (re)aprender à valorizar cada instante do sol que brilha sobre nós. Fico muito feliz quando meus poros estão abertos para receber esses momentos de imensidão. Fico muito feliz quando olho para cima. A gratidão mora ali entre aquelas folhas do infinito onde estamos todos interligados.

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Elo

O elo

entre ela e ele

quando se unem

semeiam o nós/

Quão plural

podemos ser

com um toque

uma mão/

Sinal de empatia

não só para gerar família

também para formar

a noção de nação/

O elo

se faz dia a dia

Com ação

Sem gritaria

Com amor em profusão/

Saindo da bacia

de água cética e fria

de imaginar que

o dever é só de outrem/

O elo é eu e o outro/

Cada um por si

Mas, repleto de incumbência

no exercício da melhor vivência/

O elo não é romântico

é meio de renascer

todo parto dói

e surge um novo ser/

Dos filhos que cultivam a Terra

Além do seu e do meu

sim todos na mesma esfera

Presente e futuro viver/

Vivemos na pressa

sem tempo para perceber

que a árvore nascida

em cada semente

depende de eu e você/

Erguemos as mãos ao céu

em símbolo de devoção

ao lado jogado na terra

alguém que é teu irmão/

Oh elo singelo elo

brota no ventre

nos faça dar leite

pra suprir toda a fome/

Fome das barrigas, da consciência

dos doentes, da convivência

da arte, da paciência

do eu, do nós, dos porquês/

Nos tempos de Lucy a primata ancestral

ao filme de ação como o Elo Perdido

eram tão pouco os recursos aos humanos/

Hoje nos sentimos em primazia

Mesmo assim a história vem e evidencia

passa noite e passa dia

Elo é sinônimo de civilização.

Bom mesmo é tratar das feridas e procurar mais elos. 

Abraços fraternos e obrigada por estar aqui.

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