Depressão com Poesia

Dia Internacional da Saúde Mental

Hoje é o Dia Internacional da Saúde Mental, isso quer dizer que o Brasil e o mundo deveriam estar debatendo sobre esse assunto que tanto provoca nossa sociedade.

Mídias, escolas, governantes, clubes, organizações, cidadãos hoje e sempre precisam reconhecer e praticar o “bem estar”.

Falo sobretudo sobre o Brasil que lidera o ranking de depressão e ansiedade na América Latina. Comparando com as demais partes das Américas (central e do norte), o Brasil fica em segundo lugar atrás apenas dos Estados Unidos.

Por que será que seguimos tanto o sonho norte-americano?

Saúde mental vai muito além de tratar dos transtornos do humor e do comportamento.

Saúde mental é ter consciência de nosso função pessoal e social e fazer de tudo para nosso desenvolvimento enquanto ser e humanidade.

Saúde mental é transdisciplinar, para cultivá-la é preciso a sintonia com o corpo (alimentação, movimento, hobbies); com a alma (senso de contribuição, realizações, pertencimento); com o espírito (confiança, esperança, plenitude). Só para citar alguns exemplos.

Mas, como algo tão amplo pode fazer parte de nosso dia a dia?

Simples, começando: começando a se cuidar, começando falar, começando pedindo ajuda. Aceitando: aceitando sua condição, aceitando ajuda, aceitando que algumas coisas irão mudar e que outras não, aceitando que não temos o controle sobre tudo e que a perfeição asfixia.

Começando e aceitando, do mais tudo irá tomando rumo e prumo porque um passo complementa o outro.

Todavia, não há como falar de saúde mental sem falar de suicídio, quando a pessoa questiona o valor da vida, desacredita na humanidade e toma uma atitude “permanente” para acabar com uma dor “temporária”. Poderia ficar aqui horas descrevendo esse assunto. Mas, deixarei a dica de um vídeo e um texto (os melhores que vi nesses dias).

É um vídeo animado do ótimo canal “Epifânia Experiência”, com o tema:

Qual o sentido da vida? O mito de Sísifo por Albert Camus. Fiquei até com mais com vontade de ler esse livro.

Albert Camus, filósofo, 1913-1960

Frase que mais gostei:

Por acaso o absurdo da vida faz com que a arte seja menos bela, a comida menos saborosa, o sorriso menos contagiante, a felicidade de quem amamos menos deliciosa, a virtude menos admirável, o sexo menos prazeroso?