A violência

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.

Crise no casamento e na democracia – opinião.

E viveram felizes para sempre…

Frase que tem caído em descrédito tanto nos relacionamentos pessoais, quanto nos sociais. Falo de amor e política, casamento e democracia, amor romântico e amor pela pátria, uniões e eleições.  

Qualquer um hoje em dia pode presenciar que essas instituições estão em crise e revisão de conceitos. Tanto na prática quanto nas estatísticas.

Por isso, quando algo não dá certo, temos a tendência de voltar para as antigas tradições, olhar para trás, como se na condição anterior de vida fosse melhor. 

No fundo sabemos que não, mas a dificuldade de pensar, criar, fazer algo novo é tanto trabalhoso quanto nebuloso. Assim nossa tendência é ser saudosista e procurar o que nos dava segurança no passado. 

O fato é que o mundo continua girando. O ser humano continua sendo um ser social. E suas relações tendem a amadurecer e evoluir (espero). Lembre-se que antigamente o homem caçava com pau e pedra, a mulher não podia votar, a criança não era considerada na família. Quem tinha opiniões diferentes eram queimados na fogueira ou tinham a cabeça cortada na guilhotina. Hoje nossos problemas mudaram, e nossas facilidades também, precisamos reconhecer.

Voltar a querer a ditadura, sentir rumores de guerra, apoiar regimes totalitarista, construir muros num mundo globalizado, ter exacerbado nacionalismo e pouca tolerância; desacreditar na família, achar que família se resume em papai, mamãe e filhinhos; olhar primeiro a pele e a roupa antes de enxergar a pessoa; perder a esperança e a gentileza e mil outros exemplos mais que surgiram na tua cabeça agora. Tudo, tudo isso é regressão.

Querem nos dominar pelo medo, insegurança e desesperança. Não alimente essa jogatina

Precisamos caminhar para frente, com passos firmes, deixando nosso rastro. Que seja de paz para quem vem atrás.  A Terra não tem proprietário é nossa casa temporária. Chegamos com vida e com o passaporte da morte já carimbado, é fato.

Como temos coragem de tratar uns aos outros com indiferença? Como temos coragem de maltratar esse planeta que grita por socorro? Como temos coragem de clamar a ditadura e o nazismo de volta? Como tiveram coragem de acreditar e votar em slogan populistas mundo a fora? 

Já lemos essas histórias e sabemos o legado que deixaram para a humanidade. Quantas mais separações e mortes serão necessárias para termos coragem de pensar e formar ideias melhores e diferentes?
A nossa desilusão tem sido maior que nossa coragem de mudança, nossa força de olhar para trás está sendo maior do que a de vislumbrar vida melhor para todos. 

Qual a paz que procuramos? A do comodismo ou a do realismo? É fácil delegar nosso futuro para os outros e ficar criticando se não der certo. Difícil é ser esse outro. E enquanto não assumirmos nossa posição quanto coautores da história, os aproveitadores vão fazer o que quiserem com seus sorrisos de hiena.

Ficamos esperando o mundo acontecer lá fora, reclamando como é hábito do ser humano, e achamos que nossa parte já está feita porque pagamos nossos impostos, exercemos a cidadania com o voto e até ajudamos na caridade de vez enquanto. 

Sinto muito, é pouco, muito pouco, não é só delegar nosso poder aos outros e ficar esperando cheios de expectativas. Temos que ser cidadãos atuantes com novas idéias, com fiscalização, cobrança dos nossos direitos, fazendo nossos deveres independente dos outros estarem olhando ou cobrando, a ética é exercício diário

Essa é minha opinião crítica sobre a crise nos relacionamentos e na política. Acredito que o amor romântico (casamento) e a democracia são miragens, não salvação. Que não existem respostas definitivas, o mundo é dinâmico, continua a girar mesmo sem a gente perceber. Acredito que as respostas que nos aflingem aparecem com a prática: errando, aprendendo, consertando. Temos que melhorar do ponto que estamos, para frente. Mas para tudo precisa de ação e criatividade. Mão na massa e ouvidos na intuição. Já se foi o tempo de esperar tudo cair do céu, ou, de querer voltar comer o pão que o diabo amassou.

Dê sua melhor luz para a Terra.