Paisagem, passagem e paz

Querido cume,

Por que há tanta neblina em ti?

Desde o primeiro choro

Começou a escalada

Têm horas que acho que estou perto

Ilusão

Chega a avalanche

Fico sem visão

Ainda zonza

Levanto

Até quando?

Até quando?

Há sufocar

No ar rarefeito

Dessa busca incessante

Das grandes altitudes do ser

Para enfim contemplar

Que tudo em mim é

Paisagem

Passagem e

Paz.

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