Piquenique da vida

Subiram

As bolinhas de sabão

Mais uma

Mais duas

Mais dez

Translúcidas

Alegria

Leveza e flutuação

Refletem arcos nas íris

Momentos de contemplação

Mas

Eis que estoura a bolsa

E nasce a criança

Para nos soprar da bolha

Ao parque de diversão

Neste

Piquenique da vida.


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Desde que

Há diferença entre

Fantasia e fantasiar

Quando queria fantasias

Tinha que se contentar com o fantasiar

Agora procura por todo canto
o fantástico fantasiar

Só encontra as fanáticas fantasias no baú

Desbotadas

Brilhantes

Não usadas

Repetidas

Muitas marcas

Quantas máscaras!

A caixinha preciosa do fantasiar

Está rota e quebrada

Desde quando a criança cresceu.

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Literalmente é seu nome.

“Tia Cris eu vi as fotos

eu tava na barriga da minha mãe

Por isso eu num tava aí”

Acontece que eu casei há 15 anos e ela vai fazer quatro.
E quem garante que ela não estava lá?
Se ela me contou, só posso acreditar.
Quem falou que os adultos tem sempre razão?
As crianças vivem num mundo que sonhamos, o qual por muitas vezes almejamos voltar, sem ao menos lembrar como era viver lá.

Não sei se vou no seu casamento, mas comigo você sempre estará. Nasceu além da barriga da sua mãe, nasceu para nos avivar.

  • Quando ela nasceu, eu mudava de país, nada mudou entre nós, a não ser a dilacerante saudade.

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Parquinho.

Gangorra
Balanço
Escorregador
Sobe e desce
Vai e vem
Adrenalina
Nessa hora não importa
Se menino ou menina
Sobe mais
Sorria
Caiu
Machucou
Levantou
Depois do choro
Consolo
Depois do riso
Alívio
Arrisco
Risco o pé
Na areia vermelha
Quando miro o céu azul
No seu e no meu
Movimento
Aqui na Praça
O tempo não passa
O frio
Na barriga
A paz e o ar
A corda que gira
Tontura
O teto é o céu
O grito é o céu
Procuro uma sombra
Que não me segura
Nem o sol
Nem a chuva
Conjugo o brincar
Juro que voei

O tempo passou

Não vi
Os tendões enferrujam
A pele enrruga
A força esmorece
Até se deparar
Com um parquinho
Nele viver na lembrança
Do jogo
Nesse chão da Terra.

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