A violência

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.

Educação é questão de emoção

“Educar é um ato de persistir com delicadeza”, essa é a principal mensagem do professor, escritor e psicanalista Geraldo Peçanha de Almeida.

Educador incrível que tive a oportunidade de conhecer nessa semana através da palestra “Bases Neurológicas da Aprendizagem”, promovida pelo Grupo Mulheres do Brasil, núcleo Frankfurt.

Nesse encontro o professor, que tem mais de 60 livros publicados, contou sobre suas raízes, desde a infância na lavoura, as experiências como professor infantil, até chegar ao doutorado e tornar-se palestrante internacional.

Mas, o principal foco foi sobre o poder e o valor do feminino para a humanidade, e sobre a importância de escutar o que as crianças têm para nos dizer.

“Só as mulheres carregam os vazios: no útero, na vagina, no coração quando os filhos vão embora… Isso porque sabem reconhecer a beleza e completar a vida com doçura”.

Quando ele falou isso, lembrei das aulas de antropologia na faculdade quando estudei sobre a sociedade matriarcal. Hoje vivemos no patriarcalismo, mas, nem sempre foi assim. Como esse mundo é cíclico, acredito que um dia não terá mais essa predominância de A ou B, pois, somos um todo. Enquanto isso, vamos tendo a dor do parto, ops, quero dizer, do processo evolutivo.

Das bases neurológicas da aprendizagem, o professor explicou que toda emoção antecipa a linguagem, então, quando uma criança (e até mesmo o adulto) estiver dominada pela cólera, pelo medo ou pela euforia; o melhor que temos à fazer é nos afastar e esperar os ânimos se acalmarem. Qualquer intervenção “durante” o medo, a cólera e a euforia terá pouca eficácia, já que o cérebro está dominado por uma bomba de adrenalina e a comunicação não será efetiva (nem afetiva).

Tivemos noção também sobre os tipos de linguagens na formação da memória da criança até os seis anos que são:

  • Sonora – adquirida por músicas, histórias e afins.
  • Cinestésica, pelos movimentos.
  • Pictórica – por desenhos.
  • Midiática – computadores, tv, etc.
  • Gráfica – letras e números.

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Dignidade.

Inumeráveis são as vezes
De que tudo o que uma pessoa precisa

É ser tratada com dignidade/

Há dignidade em quem limpa o nosso banheiro
Tanto quanto em quem nos deu o primeiro emprego
Há dignidade na tia da cantina, como naquela que cuida das finanças da família
Há dignidade no varredor de rua, tanto quanto naquele que te medica/

Há dignidade na prostituta
No presidiário
No esquizofrênico
No infante
No caucasiano
No negro
No senil
No eufórico
No herói
No santo

Onde há vida há clamação por dignidade/

Sim há dignidade em quem a gente quer e em quem a gente não quer, Mas não é deles que quero falar por agora/

Mas sim da dignidade que há em quem a gente não enxerga/

Nascemos sem capa nessa mata
Nos perdemos no caminho das máscaras/

Diz em Eclesiastes 1 – Tudo é vaidade
Quão reais e atuais essas palavras, mas penso: tudo poderia ser dignidade/

A dignidade vai além das aparências, ela é a essência

Quando nossa essência é tocada com carinho, sentimos fé, não somos sozinho, nos sentimos funcionais nessa Terra/

Às vezes um bom dia salva o dia
De quem merece dignidade, de quem caminha lado a lado/

Mas há lutas de braços
Então, precisamos do direito para defender o respeito/

Penso que o cultivo da dignidade
Poderia ser nosso dia-a-DIAgnóstico/

Acontece que a dignidade só da no pé
de quem dá a mão e o olhar para o outro/

Às vezes um simples obrigada demonstra que você está ao lado das pessoas que mais precisam de dignidade/

Os dias passam em vão quando o valor como dignidade vão para o ralo da desilusão num terreno baldio qualquer.

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