Folhas de luz

Folhas decíduas

Que caem sem parar

Quase me matam

De tanto sonhar

Num beijo molhado de luz

Sela o nosso amor

Enquanto há plantas assim

Brota a gratidão

Oh! Dádiva bonita ao léu

Ao nosso favor.


O verso está parafraseando a música “Chuva de Prata”, música na voz de Gal Costa, composição de Ed Wilso, sucesso nos anos 80.

Diante da chuva de ouro no outono alemão. Um mergulho no êxtase que dura poucos minutos e vale para a eternidade.

Está aí, talvez a vida seja melhor regada por esses “momentos” de beleza, que podem estar na porta de casa, esperando ser tocados por olhares dos passantes.

E há quem defenda o desMATAmento…

🎶 Toda a vez que o amor disser vem comigo
Vai sem medo de se arrepender
Você deve acreditar no que é lindo
Pode ir fundo isso é que é viver 🎶

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Coração perdido

Já imaginou a felicidade que é
achar um coração perdido?

Ainda mais quando sabe que nele havia muitas e boas intenções.

Quando some um coração você fica na esperança do reencontro.

A qual se esvaindo junto com a falta de ver seu brilho.

Uns dizem que um coração é só enfeite, o usam e abusam como decoração.

Outros dizem que o coração têm valor
e faz parte dos desígnios da criação e do afeto.

Eu digo que
Meu coração bateu mais forte hoje depois que te encontrei no meio da papelada de escrita.

Cá estás tu no meu colo
Adornando pescoço, pensamentos e recordações.


Já pensaram como os presentes estão ligados à história humana? Em como eles movem os corações nas mais diversas culturas?

Desde uma flor do jardim, um cartão manuscrito, uma pedra colorida, até as mais requintadas prendas (as que podemos e as que nem podemos imaginar).

Por exemplo, um dos presentes que mais gosto de receber são laranjas. Tio Zé é caminhoneiro, vive cortando o Estado de São Paulo, interior/capital no transporte de laranjas. E faz questão de passar na casa dos meus pais e dizer: trouxe para você. É só escutar o caminhão parar na porta e sentir aquele gostinho de família.

Por detrás do gesto de presentear também é dito: pensei em você, reservei um tempo para preparar algo para você, amo você.

Recebidos em ocasiões especiais, como o anel de noivado, ou em momentos aleatórios, numa surpresa, ou nos momentos tio Zé.

Presente é presença, é mimo, é colo.

Nesse post aqui – Contando peças – relato algumas perdas de presentes especiais.

Porém, no de hoje alegremente venho falar do encontro de um colar que ganhei no décimo aniversário de casamento. Nada como uma mudança (de casa) para achar o coração perdido, risos.


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Depois do véu

Olha só

O véu da noiva

Esparramando no jardim

Perfeito casamento

Com o verde floresta

E o que é o relacionamento

Se não for nutrito

de esperança e paz?

Muitos ensejos

Muitos desejos

Mas é na colheita diária

Além dos véus

Que se forma a beleza

Do buquê

Onde noivo e noiva

São apenas natureza

Na busca de crescimento

Em novos terrenos

Terráqueos aprendendo

O amar


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Obrigada. De nada.

De nada

Sou obrigada

A aceitar

Os desaforos

Que outrora

Foram

Juras de amor

Obrigada por mim

Ter benfeito

Mas de nada

Adianta vir

Acompanhado de trilhares

Dos seus bem-feitos

Obrigada

Não lhe dou o direito

De dizer que sou só mais uma

De nada

Não sou gado

Sou obra sagrada

E danada para

Cumprir o próprio trilho

Meus cumprimentos.



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