Sentir dá o sentido

REMEMORANDO: ➡️ Testamento ⬅️

Começando a semana falando de amizade. Foi bom reler essa postagem de outubro de 2017, um misto de sonho e sonhos.

A foto é das flores do mato que tanto amo. Outro dia me perguntaram porque gosto tanto de flores e porquê escolhi elas para serem tema do meu primeiro ebook “Flores cantam Poesias – fotografias e poemas”

Na verdade eu é quem fui colhida por elas, flores me trazem vida e esperança; quando vejo tamanha beleza, delicadeza e persistência em continuar florindo, penso: o infinito é aqui e está me tocando.

Gosto pouco de receber flores, porém, gosto muito e muito mais de encontrá-las e desvendá-las na natureza.

Sentir dá o sentido. O testamento é suportado através dos amigos e das flores.

Boa semana🌱🌹🍃🥀💮


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No globo.

E o número é…

Dois patinhos na lagoa

Bingo

Há um momento na vida

(Geralmente ele está entre as brincadeiras)

Que crianças e adultos

Homens e mulheres

Brasileiros e alemães

Se entregam

Se igualam

Abaixam as cartas

Riem até o maxilar doer

Esse momento é tão único

Que você quer que ele dure para sempre

Mas, como o para sempre

É o lugar que não chegamos
(Mas estamos)

Você volta para a sua casa

Com aquele gosto de quero mais

Bingo

Dizem que é um jogo de azar

Porém, suspeito que

Todo jogo depende da atenção e até do blefe do jogador

E assim seguimos

Como bolas numeradas

Colocadas dentro de um globo

Sorteadas uma a uma

Sob a luz das estrelas.

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O papagaio de Dora.

Sinto falta de um animal de estimação. Desde que o Rirol foi embora, primeiro por causa da mudança e depois com a morte, pensei: nunca mais.

É muito sofrimento para os dois que estão fadados a conviver por curto período de tempo físico e longo período de distância…

Mas nesses dias fiquei pensando no papagaio de Dora. Os papagaios, ao contrário dos cachorros e de muitos humanos, vivem muito tempo. Em média de 80 anos. Fui descobrir isso quando Dora começou trabalhar lá em casa.

Então, que tal um papagaio?

Pensamento egoísta esse, querendo me poupar de sofrimento. E, se eu for primeiro. O que será do bichinho?

E eu fui. Mudei de país, muitos amores ficaram para trás, entre eles o Rirol e a Dora.

Ao contrário do papagaio, Dora é uma pessoa de poucas palavras, como eu,
ainda assim nos entendímos muito bem. Ela me ajudava na casa e sempre foi encantada com a menina dos caracóis. O que nos gerou uma relação de confiança e confidências.

Aliás só depois que a menina dos caracóis começou a falar, é que eu comecei falar Dora, antes era Doralice mesmo. Como essas crianças e a convivência nos ensinam o caminho do carinho.

Vira e mexe sou surpreendida com uma ligação da Dora aqui na Alemanha. Me pergunto porque não ligo também se tanto afeto ficou entre nós. Aí lembro de tantas ligações que não fiz, para a madrinha, para o primo querido, para as amigas do passado…

Aí percebo toda minha inabilidade de lidar com os sentimentos. Percebo, sou um animal em evolução, complexa e complexada. Sempre achando que vai ter outro dia, que o outro já sabe, etc e tal. Percebi também que tenho mais facilidade com a escrita do que com a fala (vou mandar esse texto pra Dora).

Até quando vou ficar me poupando do inevitável verbo amar? Que proteção é essa?

Se o amor simplesmente acontece e se vai. Que pelo menos as partes sintam e saibam que são amadas…

Estima Ação

Estima Ação

O papagaio de Dora não pára de falar isso na minha cabeça.

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