AliMente

Desde quando mudei para o atual apartamento estou sem geladeira, que chega amanhã, uhuuu, mais do que esperada.

Por isso, sou obrigada a ir ao mercado todos os dias buscar os alimentos frescos: frutas, legumes e carnes.

Isso já é um costume dos alemães. agora entendo que é porque moram em lugares com pouco espaço para armazenamento e adoram aproveitar a promoção da semana. Quase não se vê carrinhos lotados por aqui. Só o que dá para se levar na mão, ou, em carrinhos de feira.

Num dia desses, fiquei surpresa com a quantidade de alimentos em latas, vidros e plásticos que me deparei num corredor.

Pensei: Como mudamos tanto o paladar? Para onde estamos caminhando?

Tanto pelo fato da comida artificial, quanto pelo fato da geração de lixo.

E não é só isso, nosso cérebro (como todas as células do organismo) precisa de nutrientes para se manter ativo e saudável.

Mas, parece que estamos congelando essa idéia. Pela pressa, pressão ou comodidade enchemos nosso corpo de calorias vazias. E aquela fome oculta nunca passa.

Também pudera, como nasce uma flor numa terra de plástico? Como formar neurotransmissores sem nutrientes?

Sim, claro, é possível sobreviver com bebida de cola, realcador de sabor, corantes, aromatizantes. Cortisona, nicotina, álcool. Nesse caso, o alimento somos nós. Sustentando o insustentável a cada bocada.

Minha avó dizia: “come esse verdinho pra crescer forte e inteligente”. Eu digo: coma bem para ser mais contente. É o comer para ser feliz, não o ser feliz através da comida. É diferente…

Os sintomas do transtornos do humor, como a depressão, ansiedade, etc. podem ser amenizados pela boca, sono, atividades físicas, sociais e laborais.

Segue a lista dos meus 10 alimentos preferidos:

laranja, banana, couve, almeirão, abacate, castanhas, feijão, ovo, salmão, aveia

Estou certa que eles carregam vida como eu.

Não por acaso (já que o corpo pede) descobri que são os alimentos que mais colaboram para melhorar o humor e a digestão (já que a maior parte da serotonina é produzida no intestino).

O papo é mais do que uma vida natureba, o papo é sobre andar nos corredores dos supermercados e se identificar com o que vê na maior parte das prateleiras.

Alimente a mente.


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Dieta antidepressiva – Em Pauta

O que: Dieta Antidepressiva

Quem: psquiatra Marco Abud

Onde: canal Saúde da Mente

Quando: 07.02.2019

Por quê: A dieta antidepressiva conhecida como “Modi Med” é resultado de uma pesquisa feita na Austrália, pela PhD Felice Jack, quem aplicou um estudo chamado Smiles em 67 pacientes para comprovar a influência da alimentação no cérebro.

Tais descobertas fazem parte da psquiatra nutricional (essa é nova para mim) mas tem todo sentido. Somos reflexo de tudo o que colocamos para dentro e de tudo o que não colocamos para fora. Risos.

Segundo o estudo Smiles, a dieta “Modimed” pode melhorar o humor da pessoa que tem depressão moderada ou grave. Ela é como se fosse a dieta mediterrânea com algumas modificações.

  • Rica em gorduras boas como azeite e nozes.
  • Reduz carnes processadas e carboidratos refinados (arroz, açúcar e farinhas brancas por exemplo).

Vale ainda salientar que o foco dessa dieta não é perder peso, sim o bem-estar.

Agora você pode acompanhar as explicações no vídeo abaixo, e/ou ler a reportagem mais completa divulgada no portal Terra (tradução da revista Psychology Today).

Estudo descobre que sua dieta pode ajudar na depressão

Observem bem, a dieta pode ajudar, não significa que ela cura. Acredito que o tratamento para a depressão é multifatorial e envolve vários profissionais e atitudes diárias.

“… o estudo prova que o cérebro humano se importa profundamente com o que comemos a maneira mais poderosa de mudar a química do cérebro é através da comida, porque é daí que vêm os produtos químicos do cérebro“, Georgia Ede, psquiatra especializada em nutrição.

Inflamação cerebral é igual a depressão“, psquiatra Marco Abud.


Cristileine Leão FacebookInstagramYouTube


Busca contínua.

Atrasada, mas cheguei. Hoje fiquei de contar sobre as atitudes que estou tomando para combater a depressão após perceber a decaída no humor e a constante sonolência. Relatada no post O que é a Vida?

Após aquela conversa nada terna com a psicóloga, o acréscimo de mais um antidepressivo pelo psquiatra, e, ter engordado 10 quilos fiquei muito incomodada e resolvi fazer o que diz as “regras padrão” para aprender lidar, e quem sabe até eliminar, essa depressão.

Comecei cuidando melhor da alimentação, tenho a sorte de ser criada numa cidade pequena onde a comida vinha da terra e não das embalagens. Então cresci tomando leite que vinha direto da vaca, depois de fervido aproveitavamos a nata para fazer manteiga e bolachas. Os legumes eram colhidos frescos na horta, as frutas compartilhas entre a vizinhança de tanta fartura vinda da roça. Era muito bom sair à procura dos ovos antes que a galinha chocasse. Por outro lado tinha pavor quando minha mãe destroncava e despenava a bichinha. Toda essa infância me fez criar hábitos saudáveis de alimentação. Sou a chata da salada aqui em casa. O grande problema está na quantidade. Como muito, e meu organismo já passou dos 40.

Como a maioria das mulheres, já fiz todo tipo de dieta, as mais funcionais foram a de redução de carboidratos e a de contagem dos pontos. A redução foi a melhor no sentido de rapidez de resultado, mas não se sustenta quando se volta a comer normal. E como ela mexe demais com os hormônios, achei muito radical para essa minha fase da vida. Afinal, os antidepressivos também estão atuando nessa parte.

Restou me a dieta dos pontos, que no fundo é um controle de calorias. É aquele velho lema que todos sabem mas fogem, uma equação matemática, comer menos do que se gasta. Para me ajudar nesse controle baixei um aplicativo, MyFitnessPal, onde anoto o que como e ele faz a conversão de calorias. Também há gráficos mostrando o balanceamento das refeições e nutrientes. Estou usando há 15 dias e está indo bem, me sinto saciada com escolhas saudáveis, aquelas vindo da roça.

Tenho a sorte de gostar de cozinhar, me divirto com o cheiro dos temperos, o descascar, as cores…

Movimento

Quem me acompanha sabe do mantra da psicóloga de fazer atividades físicas para a liberação de hormônios, corpo e mente sã. Enrolei com isso desde quando comecei o tratamento, colocando mil prioridades na frente, mas agora não dava mais.

Fiquei praticamente um mês decidindo se comprava uma esteira ou aderia na academia. A psicóloga dizia que o melhor era a academia para a socialização, pois fui lá e comprei a esteira.

Coloquei tudo no papel e vi que em poucos meses de academia já pagava a esteira. E que o frio e a linguagem seriam fatores desgastantes. Está sendo o máximo usá-la todos os dias, suar, respirar, cansar e depois tomar um banho relaxante.

Preparei lá do lado da esteira um cantinho com flor e vela. Faço alongamento antes com um som relaxante. Coloco o fone de ouvido e vou longe. Essa é a minha primeira atividade do dia.

Nessa onda de fazer exercícios, estou mais em contato com meu corpo, voltei a passar cremes, maquiagem para ressaltar os olhos, me olhar mais no espelho.

Para tudo isso, tive que tomar outra atitude: acordar e dormir cedo. Sim, tive que fazer uma tabela de rotina. Bem como, estudar sobre o relógio circadiano para me convencer.

Com o novo antidepressivo, sinto mais força para despertar, mas meu sono está leve e não revigorador. O intestino prendeu por completo, ainda não sei se pelo remédio ou pela redução alimentar.

Quanto à socialização, me matriculei uma vez por semana nas aulas de Tai Chi Chuan aqui da cidade. Começam no próximo mês, vamos ver no que dará.

Estou torcendo para chegar a primavera logo e poder ir aos parques ver gente, flores e pássaros.

Outra atitude, estou indo receber Reiki, sempre tive curiosidade sobre fontes de energia, fui experimentar. O que senti durante a sessão foi uma certa movimentação involuntária no corpo, uma quentura no local que a reikiana impunha as mãos. Um relaxamento após. Entretanto, resultados efetivos só poderia dizer após terminar todas as sessões.

Com toda essa mudançade hábitos fico um pouco perdida com as tarefas da casa, está tudo uma bagunça, mas espero aos poucos adaptar essas vertentes. Agora, estou colocando prioridade nos exercícios e estudos.

Minha disposição para com as crianças aumentou. Meu marido diz que me vê bem melhor, eu me sinto lutando contra a brava maré de mim mesma.

Coloquei a meta de seguir nessa onda até o meio do ano. Para ver se até lá adquiro esses hábitos. Depois contarei os resultados para vocês.

A busca pela saúde mental e corporal é contínua.

Forte abraço e se possível me digam as experiências que deram certo para vocês 🙋🏽‍♀️

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