Depressão com Poesia

Primeira saída

Depois de 63 dias confinada em casa por causa da quarentena chegou a vez de ir passear na floresta e comer em um restaurante aqui na Alemanha onde moro atualmente.

Na floresta estava tranquilo, bastante gente, caminhando, correndo, pedalando, em movimento, mas sem aglomeração. Aquele ar, cores, sons, pedaços que se encaixam em meu quebra-cabeças…

Educação é questão de emoção

“Educar é um ato de persistir com delicadeza”, essa é a principal mensagem do professor, escritor e psicanalista Geraldo Peçanha de Almeida.

Educador incrível que tive a oportunidade de conhecer nessa semana através da palestra “Bases Neurológicas da Aprendizagem”, promovida pelo Grupo Mulheres do Brasil, núcleo Frankfurt.

Nesse encontro o professor, que tem mais de 60 livros publicados, contou sobre suas raízes, desde a infância na lavoura, as experiências como professor infantil, até chegar ao doutorado e tornar-se palestrante internacional.

Mas, o principal foco foi sobre o poder e o valor do feminino para a humanidade, e sobre a importância de escutar o que as crianças têm para nos dizer.

“Só as mulheres carregam os vazios: no útero, na vagina, no coração quando os filhos vão embora… Isso porque sabem reconhecer a beleza e completar a vida com doçura”.

Quando ele falou isso, lembrei das aulas de antropologia na faculdade quando estudei sobre a sociedade matriarcal. Hoje vivemos no patriarcalismo, mas, nem sempre foi assim. Como esse mundo é cíclico, acredito que um dia não terá mais essa predominância de A ou B, pois, somos um todo. Enquanto isso, vamos tendo a dor do parto, ops, quero dizer, do processo evolutivo.

Das bases neurológicas da aprendizagem, o professor explicou que toda emoção antecipa a linguagem, então, quando uma criança (e até mesmo o adulto) estiver dominada pela cólera, pelo medo ou pela euforia; o melhor que temos à fazer é nos afastar e esperar os ânimos se acalmarem. Qualquer intervenção “durante” o medo, a cólera e a euforia terá pouca eficácia, já que o cérebro está dominado por uma bomba de adrenalina e a comunicação não será efetiva (nem afetiva).

Tivemos noção também sobre os tipos de linguagens na formação da memória da criança até os seis anos que são:

  • Sonora – adquirida por músicas, histórias e afins.
  • Cinestésica, pelos movimentos.
  • Pictórica – por desenhos.
  • Midiática – computadores, tv, etc.
  • Gráfica – letras e números.