Sinais patológicos de que a depressão afetou o corpo

Zulo, de Victor Uchoa, 2009, Cartagena, Espanha.

Muitos acham que a depressão é tristeza, bom saber que a tristeza é só “um” dos sintomas da depressão, existem muitos outros que são poucos abordados e afetam diretamente o corpo num ataque insistente e diário, ao qual muitas vezes não sabemos a hora de dizer chega.

Abordarei 5 sinais patológicos da depressão que afetam o corpo, sei que existem muito mais.

  1. Alterações no sono, apetite, humor e libido, ou seja, tudo o que nos alimenta. Com o organismo enfraquecido, a imunidade baixa, e a falta de energia, o corpo fica sujeito à receber todo e qualquer tipo doença.
  2. Bruxismo e/ou disfunções na mandíbula na (ATM), o que nada mais é do que o ranger involuntário dos dentes enquanto dorme. O qual se ocorrido constantemente causa dor de cabeça, inflamação nos nervos periféricos, dor ao bocejar, mastigar e abrir a boca.
  3. Falando em dor, é bem comum para os depressivos sentirem ao que chamo dores que andam pelo corpo. Isso mesmo, uma hora ela está no joelho, aí vai para o ouvido, depois pontadas nas costas. Um horror. Muito parecido com os relatos de fibromialgia. Aliás, acho que a depressão e a fibromialgia andam juntas.
  4. Queda cabelo, para esse problema até fiz esse poema em 10/04/2017.
  5. Falta de concentração e compreensão (redução cognitiva), o que prejudica estudos, relações de trabalho e sociais. Além de haver falhas na produção dos neurotransmissores (serotonina, dopamina, ociticina, etc.), o cérebro depressivo também apresenta diminuição das funções em certas funções. A depressão muda o cérebro.
Imagem do Instagram

Tudo isso indica que, apesar da depressão ser mais reconhecida como um transtorno psicológico, todo o corpo grita por ajuda.

A boa notícia é que depressão tem tratamento. Repito: TRATAmente, quero dizer tem tratamento. Procure.

📍

*Atenção, esse texto é opinativo e baseado em minhas experiências pessoais e pesquisas sobre o assunto. Só profissionais da área da saúde (especialmente psicólogo, psquiatra e neurologista) podem diagnósticar as doenças da saúde mental.
** A escultura da foto acima é de bronze, mede 4,80 de altura e pesa 2 toneladas. É uma homenagem às vítimas do terrorismo.

Cristileine Leão

FacebookInstagramYouTube


Esta obra está licenciada com uma Licença
Creative Commons Atribuição Não Comercial Compartilha Igual 4.0 Internacional

16 comentários

  1. Essa insônia aparece entre 3 e 4h da manhã, parece que tem hora marcada… Faz tempo que ela não dá as caras por aqui, que fique longe, estou 2 anos em tratamento. Nesse post disse mais sobre corpo, senti essa necessidade. Bom fim de semana e até mais.

  2. Eu tive muitas alterações no sono: não conseguia dormir, outras vezes acordava no meio da madrugada e não dormia mais, cabeça pensando mil coisas ao mesmo tempo. A dificuldade de focar em algo, ter uma atenção mais dedicada, também me acompanha até hoje (mas em condições bem melhores).
    Atualmente, fazendo uso de medicação, vou seguindo a vida de uma forma mais normal e ainda escuto vez ou outra: “nem parece que você tem depressão”, porque as pessoas realmente acreditam que a tristeza profunda é o único sintoma.

  3. Ah Cristileine desculpa mas vou usar seu espaço para o formar que aquilo que as pessoas tem, conhecido pelo nome de PSORÍASE e infelizmente a grande maioria dos médicos são ignorantes a respeito é uma doença da depressão, mas preferem alguns chama-la de “Doença Social”. Inclusive ignoram que a Psoríase “pode matar”. (Assumo inteira responsabilidade sobre a declaração e me coloco a disposição de qualquer especialista para debater o assunto fora do blog é claro)

  4. Como professor de jovens na faixa dos 10 aos 16 anos, percebo muitos deles com esses sintomas e muito deles são carentes (social, física e emocionalmente).

  5. Foi lhe dada uma grande missão, educar, formar opinião, persistir é para os fortes. Estudei numa escola pública de uma cidade pequena no interior de São Paulo, foi a minha professora de história e geografia quem plantou as primeiras sementes de reflexão e crítica. Hoje me sinto muito grata, ela é leitora por aqui, vez por outra nos falamos. E, estou pisando onde jamais imaginei estar, aprendendo ainda mais ao vivo sobre essas especialidades da vida. Tenho por mim que devemos partilhar o melhor de nós, assim seguimos. Abraços Jr.

  6. Eu e meus colegas, fazemos (além do corpo técnico), o possível, considerando as grandes limitações que o ensino público enfrenta. Colhemos nossos êxitos, apesar dos pesares.

  7. Admiro os professores, especialmente os brasileiros. Conheci uma brasileira que dá aula em escolas públicas aqui. Ela disse que o jovem em situação de risco não tem tratamento muito diferente dos daí. Fiquei chocada porque sempre temos a ilusão com o primeiro mundo, mas, o que mais tenho descoberto é que ser humano é igual para todo lado, e quando envolve desigualdades nem se fala…

  8. Ótimo texto, Cris! Vale sempre o alerta para o tratamento. Bjos

Diga-me a sua opinião?