Depressão com Poesia

Reflexões sobre o amor

O amor é puro, sereno, sublime, aquele sentimento do bem. O amor é voluntário e não forçado.

Não nasce de mera circunstância e nem de longa intimidade, mas de naturezas que se reconhecem e se completam.

Se algum desconforto te faz sofrer, esteja certo de que não é o amor, sim a indiferença, sim a necessidade de amar e ser amado.

O pior sentimento que podemos receber dos outros é a pena, é ser a vítima, isso ridiculariza nossa própria auto-estima, isso é dependência não é o amor.

Quem ama é capaz de exercer desde a tolerância até a abnegação.

O amor, ah, o amor, ele está abraçado com a felicidade. A felicidade é uma sensação de paz interior.

Diferente da vontade, que é o querer, o desejar, o possuir, irmã da paixão avassaladora.

O amor é um valor, o maior de todos. E quem diria diferente?

É uma vitória sobre o egoísmo, pois, quem ama deseja desinteressadamente o bem do outro.

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Esse texto é dos meados dos idos anos 90. Hoje foi dia de mexer naquela pasta cheia de pensamentos e papéis amarelados. Foi o mesmo que olhar fotos antigas, percebi como mudei minha escrita. Perde um pouco de ingenuidade aqui, acrescenta um pouco de realismo ali. Busca-se um tanto de fantasia lá, ganha criticidade cá. Assim vamos indo, evoluindo. Minhas percepções sobre o próprio texto são que ele é um tanto pueril e idealizador. Em contrapartida amei identificar que eu falava era do amor fraterno. Que bom, que bem, poder voltar a falar sobre você “amor”.

Muito amor abraçado de felicidade para todos 🙋🏽‍♀️ Cristileine Leão.

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20 thoughts on “Reflexões sobre o amor

  1. Não posso falar nada de amor… Não tenho a certeza se o compreendo… Não sei de onde ele surge, nem se se mantém ou morre, como tudo que nasce.
    Mas de vasculhar coisas antigas eu entendo bem 😉 Inclusive, raramente consigo arrumar minhas coisas porque sempre que começo a arrumar, acabo gastando todo o tempo vendo as coisas… lol

  2. Em cada parte que se mexe encontra um pouco do amor, da raiva e das bobices rsss. Assim somos nós humanos. Quanto ao amor, acho que ele muda de tempo em tempo, e de foco. Hoje por exemplo posso dizer que a maternidade é um amor inexplicável. E que esse amor fraternal que relatei no post continua platônico. Preciso vencer o ego para chegar nele…luta diária. Aquele esforço entre acreditar ou desanimar da humanidade. Entende?

  3. Kindness in your words, beautiful moment to inspire our souls, to open our hearts. Love it! 😍

  4. Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer.

    É um não querer mais que bem querer;
    É um andar solitário entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É um cuidar que se ganha em se perder.

  5. Eu entendo… Mas em relação à humanidade, já desisti dela… lol
    No sentido em que aderi à filosofia “vou fazer o que eu acho estar certo, e que se dane todo o resto” 🙂

  6. A filosofia nos deixa mais céticos…realistas e sérios. Agora que estou dando uma equilibrada da cuca, tento balancear entre ela e as pequenas futilidades do dia a dia. Em suma, ando assistindo vídeos de cuidados com a beleza e saúde no YouTube 🤣🤣🤣🤣 esse tema humanidade é para um outro post que estou a preparar. Abraços.

  7. A minha “patroa” também anda entretida com esses tutoriais 😉
    Eu acho bem 🙂 Há que levar uma vida saudável tanto fisicamente quando mentalmente. E isso significa dar tempo para a “futilidade” que dá cor à nossa vida 🙂

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