Depressão com Poesia

Pequenos prazeres esquecidos

Rebstockpark Frankfurt

Uma das atividades que mais gosto de fazer é caminhar, nem tanto pelo exercício físico (apesar de saber que isso é primordial pra saúde do corpo e mental), mas, mais pelo contato com a natureza.

Ver a vida se manifestar em cada passo: nas flores, na água, no vento, nos animais (como os patos se multiplicam nesses tempos), no sol ou na chuva na pele.

Felizmente aqui na Alemanha já estamos liberados à frequentar ambientes públicos, com parcimônia, como bem frisou a chanceler Angela Merkel.

Voltei às caminhadas. Ebaaa! O que mais têm me surpreendido são os humanos: avós jogando futebol com os netos, mães cantando aos bebês, parquinhos com crianças, namorados se cativando, solitários passeando, ciclistas, yogues, skatistas, enfim, verão.

Sinceramente, eu não achava que fosse ver essas cenas com tanta intensidade por causa da pandemia que até outro dia nos acuava.

Revivo os pequenos prazeres da vida em cada passo, relembro o quão maravilhoso é ser humano!

Foi uma princesa com sua varinha de condão, conduzida por sua mãe apoiada num cajado, quem mais me tocaram. Voltei aos meus 8 anos…

Lá estavam elas à procura de folhas de diversas formas, tamanhos e cores. Escolhidas com calma e alma.

Coleção feita, usavam as folhas para decorar a vara (um galho de árvore seco), espetavam uma por uma, buscando combinações e harmonia.

Que beleza!

A vida pode ser simples!

A vida pode ser brincadeira!

Mas andamos tão sérios que não vemos que folhas são estrelas…

15 thoughts on “Pequenos prazeres esquecidos

  1. Aqui, a partir de hoje estamos em lock down, mas desde que começou a pandemia, eu passei a caminhar no meu quintal. Tem uma grande extensão e dou voltas nele. Caminho mais ou menos 1:40h e pelo menos não paro com o que mais gosto de fazer.
    Comecei a dançar recentemente, o que também tem ajudado nesses dias complicados.
    Abraços

  2. Eu tb gosto de caminhar, mas gosto mais de pedalar.
    A parcimônia não sei se ajudará a suportar a segunda onda. Um deslize e muitos confinados.

  3. Segurem as pontas, vai passar também. O bom é que descobrirá mais do que já foi visto do seu quintal. Dançar é se soltar, está aí algo que preciso me lançar. Até mais 🙋🏽‍♀️

  4. É fato, penso nisso… nas batalhas os riscos são inevitáveis. Por aqui quase tudo praticamente voltou, com máscaras e limitações, mas, voltou. A segunda onda começou num frigorífico e atingiu 2 cidades já… Assim vamos balançando e balanceando.

  5. Tb amo caminhar. Uma coisa que gosto de fazer é fotografar com meu celular flores, insetos e fungos…etc… aqui na minha cidade saímos do lockdown. Como moro no interior do Maranhão, no Brasil, primeiro a Capital teve o surto e agora nos. Já estou há mais de 100 dias em casa. Saí por uma hora apenas 4 vezes… sinto falta de ver a natureza. Tenho ficado no quintal observando mato novo, as aranhas de parede, de vez em quando um gafanhoto e adoro olhar o céu… Já já saímos de dentro de tudo isso!

  6. Sim, já já passará… enquanto isso passarinhos (como Mario Quintana). Minha família também está de lockdown no interior de SP, dá um doido no peito de pensar nas circunstâncias, mas nos resta crer na força que move o mato no quintal… Temos os mesmos hábitos fotográficos, hehe, deixo as minhas registradas no Instagram. Você tem insta?

  7. Não tenho mais insta, mas estou pensando em usar mais o blogue e talvez publicar aqui as fotinhas. Tenho publicado as fotos de bichos nos INaturalist, uma espécie de banco de dados para cientistas no mundo todo. Vc não precisa ser cientista, mas pode colaborar enviando as fotos e lá os cientistas mesmo ajudam a catalogar, encontrar nome, espécie…

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