Depressão com Poesia

O corvo no sinal.

Parada estou

Tu negro reluzente no céu cinza
Nem percebe o sinal vermelho

Será que percebe os homens ali?
Sombras na faixa da esquerda
Espere sua vez
Nada de ir na contramão

Espero e você também

Será que procura o rumo dos ventos?
Te olho, te clico, admiro suas asas

Asas, asas
Sou movida a motor
Respeito o sinal

Que você pousa em cima
A cada movimento seu

Minha imaginação voa

Que sinal é esse

Nosso encontro aqui?

Poesia, penso

Ops! Sinal verde
Até mais corvo.

10 fatos sobre os corvos que vão deixar você fascinado

Fonte: Mega Curioso.

Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

9 thoughts on “O corvo no sinal.

  1. Eu gosto muito de observar as aves tb.
    Como deves imaginar, há tb muitos corvos aqui. Parecem ser uma ave que sabe de tudo. Rsrs
    A minha preferida é a gaivota.

  2. Também não sabia que eles sabiam tanto, rssss. Está chegando a primavera e os primeiros pássaros já dão o ar da graça com novas cores e cantos. E o corvo está sempre presente em todas as estações. Rsss. Abraços.

  3. “Que sinal é esse, nosso encontro aqui? Poesia, penso”… adorei Cristileine. Muito além de poesia, é uma belíssima reflexão. Fiz uma poesia intitulada “Eco Lógico” depois de ver uma pena cair de uma pomba galega. O sinal era a pena para que viesse a poesia kkkkkkk. E um poeta que se preze esta sempre atento ao sinais, assim como você. Parabéns minha amiga… tenha um domingo abençoado! Beijo no coração

  4. O primeiro corvo que vi na vida foi em França… E como eram grandes… Depois vi outros em Dresden, na Alemanha. E pareciam galinhas enormes… lol
    Bela poesia, bela captura de um momento único. 🙂

  5. Uma oportunidade pode mesmo originar um bonito poema! Como este!

    Os corvos, sendo aves muito inteligentes e com várias estratégias, contribuem fortemente para personalizar os contextos onde se encontram. Vê-los nos nossos campos ou nas bermas das estradas é uma visão marcante mas sem grande impacto emocional.
    Contudo, encontrá-los e ouvir os seus gritos nas ruínas de um antigo cemitério irlandês envolto em nevoeiro, tem um impacto inesquecível. Não foi medo, mas uma sensação profunda e partilhada de que não devíamos estar ali. Eles eram simplesmente os guardiões de um espaço, onde nós não tínhamos o direito de estar…
    Nunca esqueceremos esse momento!

Diga-me a sua opinião?

%d blogueiros gostam disto: