Depressão com Poesia

Mão dominante, “não”.

Tempo de saber usar a mão não dominante: essa foi uma lição na escola das crianças para a prevenção do Coronavírus.

Uma vez que se normalmente você abre as portas com a mão direita e passar usar a mão esquerda, a probabilidade de ficar doente é menor.

Já que é a nossa mão dominante que levamos mais ao rosto, nas mucosas que são portas de entrada do vírus como nariz, olhos e boca.

Isso não é uma aula de biologia, é um momento histórico que nos nos diz:

Tempo de não dominância.

Tempo das mãos.


Esse foi minha postagem de hoje no Instagram, vejo o desenho das crianças que agora já nem estão tão crianças assim e busco inspiração.

Dia 01 completamos cinco anos morando na Alemanha, parece piada do dia da mentira, mas não é. De lá pra cá tanta coisa tivemos que deixar para trás para conseguir seguir em frente: crenças, saudades, sonhos, interações, linguagem, paladares

Tivemos que aprender usar a mão não dominante. Como destra que sou, aprendi que posso ser canhota. Descobri habilidades inimagináveis, voltei para o que amo: poesia, e deparei com limites inimagináveis como a depressão.

Agora o desafio é outro, mais amplo, mais sutil, e envolve o mundo todo, amar sem dominar, amar sem dar as mãos, usar o outro lado que até então estava escondido embaixo dos muitos papéis que nos atribuiram…

Que sua mão ultrapasse o papel para que novas portas se abram.

Abraços fraternos,

Cristileine Leão.

12 thoughts on “Mão dominante, “não”.

  1. Você tem que aprender com quem sabe. Nós age por reflexo. Agora é a hora de mudar o hábito para o nosso bem. Excelente conselho
    em tempos de vírus
    Atenciosamente
    Manuel

  2. Bia, depois disso comecei a observar o tanto que levamos a mão dominante ao rosto, é muito. E que usar a outra mão pras atividades diárias pode ser muito divertido. Tente. Esses filhos sempre nos ensinando. Beijão e se cuide.

  3. Así es. Tenemos que poner de nuestra parte. Por ahora, los fines de semana son todos en casa. Lo mismos deseo para ti y tu familia.
    Con el cariño de siempre
    Manuel

  4. Nunca tinha parado pra pensar nisto… ajuda muito este olhar. Como estão as coisas aí na Alemanha, Cristileine

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