Depressão com Poesia

Janelas

Frankfurt am Main

(clique para ouvir⬆️)

A Arte de Ser Feliz

O mundo da janela de Cecília Meireles, poetisa, professora, pintora e jornalista. Viveu entre 1901 à 1964, no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasil.

Um exponencial da literatura brasileira. Fez do sofrimento de sua vida pessoal, arte e poesia. Assim, ensinou-nos a ver sobre uma perspectiva mais elevadas e amorosa.

Poesia, já nela!

Pequenas felicidades certas

diante de cada janela…

O que você está vendo diante da sua janela?

17 thoughts on “Janelas

  1. Você gravou!
    Uma vez numa escolinha em Portugal estava um pequeno texto de Cecília Meireles e comentei q era uma escritora brasileira. Pareceu não gostar e duvidou. Respondi que tinha certeza. Não havia a tecnologia como está hj, pois teria mostrado na hora.
    N

  2. A primeira vez que ouvi “OU ISTO OU AQUILO” declamado pela minha professora fundamental, acreditava (na minha cabecinha de criança) que Cecília Meireles era a voz que a professora emprestava para aquela apresentação. A voz doce que mudava de entonação acompanhada de expressões faciais que significava reticências, pontos de exclamações e virgulas. Eu ria sozinho deslumbrado como tivesse descoberto um grande segredo: Cecília é ela hahaha é ela… será que ninguém percebe?! Agora eu vejo que Cecília também é você, minha cara amiga hahaha não percebeu ainda?! Pode começar a investir em podcast?!… poooode uai! Simplesmente adorei. Beijo no coração e que sua semana seja produtiva e feliz! PS: se eu te mandar um texto você grava para mim Cecília Leão… kedizê Cristileine Meireles?! rsrsrsrs

  3. Uai só, assim a semana já começou feliz. Eu gravo, claro, desde que não seja com a voz de bebê. Rsrs.
    Que sorte ouvir poemas de Cecília Meireles na infância! “Eu ria sozinho e deslumbrado”, que boa lembrança. E que sorte que esse espaço atraiu pessoas como você. Obrigada pelo incentivo. Abração.

  4. Quando criança pequena em Barbacena, morava menos de dois km de uma Clínica de tratamento mental. Chamavam-na casa de retardados. O nome da Clínica? Cecília Meireles. Então cresci com medo das pessoas, que vez ou outra, fugiam da Clínica e iam parar lá em casa. Eu, meus irmãos menores e minha mãe ficávamos sempre alertas, com medo de algum ‘retardado’ aparecer. O medo se estendeu à Cecília. Aquele nome era assustador. Desta casa carrego meus maiores pesadelos de infância. No meu Blog tem até um poema intitulado ‘ Pesadelos da Infância’ sobre esta época. Aos 10 anos mudamos da casa. Foi um alívio. Já na Vida Religiosa, a partir dos 19 anos, li Cecília, e o medo se dissipou. No entanto, uma dúvida pairava em minha mente. Por que colocaram o nome da Cecília àquela Clínica? Há dois anos fui a Barbacena e resolvi fazer uma visita. A psicóloga que me atendeu contou-me a história.
    A Clínica é particular e trata dependentes químicos, alcoólatras, esquizofrênicos, etc. A Fundadora/proprietária era do Rio de Janeiro (já é falecida), os filhos são quem administram atualmente. Mais do que morar no Rio de Janeiro ela gostava de poesia e pelo que contam, conhecia a Cecília, por isso, homenageou-a dando o nome da Clínica.
    Esta aí um pouco da história.
    Paz e Bem!

  5. Adoro isso. Creio que, nunca, as janelas tenham sido tão cantadas em prosa e verso. Talvez só os pintores as tenham pintado mais. E C. Meireles, bem ela também pinta com palavras.

  6. Vejo aqui diante da minha janela um suposto argumento de infelicidade latente, argumento que eu, assim como um super craque do futebol, tiro de letra, e o jogo para escanteio, sim, diante desta nova janela penso ver você, você e você, tu e tu, nós vós,, eles e elas, todos os Outros mundo afora – diligentes em sua dádiva, os dementes em seu sofrer, vejo crianças e vira latas brincando na outra rua, daqui dá para ver essa dupla, e os risos e os pequenos latidos entram na minha manhã de café e pão de queijo e nenhuma angústia extra. Finalmente, lembro-me do sorriso doce de Cecília, de seus olhos fundos e levemente tensos, lembro-me destas linhas no Romanceiro da Inconfidência:

    “Atrás de portas fechadas, / à luz de velas acesas, / brilham fardas e casacas, / junto com batinas pretas. / E há finas mãos pensativas, / entre galões, sedas, rendas, / e há grossas mãos vigorosas, / de unhas fortes, duras veias, / e há mãos de púlpito e altares, / de Evangelhos, cruzes, bênçãos.”

    E estoutra maravilha de autoconhecimento, de reflexão solar: “A minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão.”

    OBS.: ESCRITO especialmente para a Página POESIA COM DEPRESSÃO, da minha amiga CRISTILEINE LEÃO.

    DARLAN M CUNHA

  7. Quanto aqui das suas palavras para refletir… resumidamente você me dá nós na cabeça, instigantes, que misturados com o silêncio e a solidão, dão a perseverança (pra não dizer teimosia) de continuar para desvendar “a dor e a alegria” de ser o que é. Seus pensamentos me importam, suportam, e, às vezes, me importunam. Risos. Obrigada, Darlan M Cunha.

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