Depressão com Poesia

Ínterim

Borboleta

Esticados

Com as mãos no coração

Ou na barriga

De olhos fechados

Nossa última imagem na tela

Tão dura

Que mudamos de canal

Intrigantemente

Nessa mesma posição

Quando ainda temos amAR

Ela nos traz paz

Se a respiração for profunda

Se escutamos o pulsar

Se nos atentamos aos peristálticos

Movimentos vitais

Todos funcionam invariavelmente

De nossa pouca fé

A mente mente

A vida não

Nos iguala nas trocas de derme

No corte do cordão e no caixão

E durante o ínterim

Nos diz

Tempo de levantar

Sê inteiro

Há quem evita a vida

Há quem levita

Há o visível e o invisível

AmaR.


Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa


Lua

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