Depressão com Poesia

De terra pra Terra

* Olhai pro céu

Olhai pro chão *

Queria poder te dar um abraço

Mas disseram que você está doente

Vá e volte outra hora

Que hora?

Se meu lugar é aqui

Quanto tempo terei

No teu berço?

Quando dar-se-ão a mão

Da diversidade?

Na era de aquário

O homem é o peixe

Virá alimentos sobre nossas cabeças?

Enquanto isso

As tartarugas eclodem

Na areia da praia

Batizadas pelo sol.

Que ferocidade saber

Que vão matar animais

Por falta de público…

E o que dizer do temor crescente

Da economia e da morte dos entes?

Ainda assim

Nem um dia sequer

Você parou de girar

Nem o vento de soprar

E o sol

Ah o sol!

Lá está ele à batizar

A lavoura e a lava do vulcão

A humanidade e a imunidade.

Terra

Sou feliz por ser no seu lar

Que abriram minhas pupilas

E pelo fôlego de cada dia.

Por abrigar meu primeiro choro

Meus passos certeiros e derradeiros

Do começo ao fim.

O vínculo das estações

Que não estacionam

Minha pele cresceu e envelhece

No teu colo gentil.

Perdoe seus filhos des.corte.zes

Que só pensam na posse…

Como seria a Terra sem ninguém?

E como seria cada um de nós sem a Terra?

Hoje sou como as tartarugas

E o urso polar

Sem saber se amanhã terei lugar

Mas confiante de que irá me receber

Sou terra

Estarei cantanto e contando

Aquela antiga canção de roda

*Carneirinho, Carneirão

Que me ensinaste na primeira infância

Tomara que o infinito seja azul e verde

Como a magnânima

Terra.

22 de abril – Dia da Terra

criado desde 1970 para a conscientização ambiental

12 thoughts on “De terra pra Terra

  1. Gosto muito quando há personificação/ animismo nos poemas: outros seres falam em nós.

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