Depressão com Poesia

Cena do dia a dia

Confundiu o papel com a peça

Levou o drama pra casa

Decorou o discurso de outro

Não pensou

Não amou

Não sofreu

Alegria vinha das palmas

A curtida sua mão amiga

Revistado de mil Caras

Confundiu holofotes com gente

Uma tora

Sem rota

Um ator.

Rubem Alves no livro Pai Nosso, meditações.

11 thoughts on “Cena do dia a dia

  1. Lembro de uma das primeiras sessões de terapia, falei pra ela que não suportava tantas máscaras por aí. Resposta: todos temos, faz parte da sobrevivência, o cuidado é para que não deixá-las grudar na cara.

  2. Elas ocultam e revelam… Sobreviver, por exemplo, em algumas instituições, exigem que as usemos… Mesmo que vez ou outra as tiremos…

  3. Acho que o mais comum atualmente é se acostumar com as máscaras. Parece ser mais confortável que assumir a própria identidade.

  4. Bom dia Gabriel,
    a máscara pode até se assentar no rosto, mas existe um corpo inteiro mostrando seu desconforto… e não falo só do corpo físico…

  5. Concordo! E como resultado desse desconforto vejo o surgimento de uma série de doenças, do corpo físico, da alma e até mesmo do corpo social.

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