A violência

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.

Nossos hábitos diários

Estava aqui remexendo nos arquivos de dois anos atrás quando me deparei com Tutti Frutti, um texto sobre o exercício de mascar chicletes e seus efeitos em nossa vida.

O mais curioso disso tudo é que hoje não tenho mais essa necessidade, tudo aconteceu sem eu ao menos perceber. Dei-me conta desse feito nesse instante enquanto escrevia.

Desde abril começei uma reeducação alimentar, o que me exige atenção na escolha dos alimentos nutritivos e exercícios físicos. Essa iniciativa é para preservar o bem-estar, o vigor e o humor, para quem sabe ficar sem os antidepressivos em breve.

Diante de tantas opções de alimentos saudáveis, de beber muita água, do tempo na escolha e preparo dos produtos, mais a esteira, mais as respirações. Fora todos os deveres e prazeres que a vida me oferece como mãe, mulher, estudante e blogueira. Resta-me pouco tempo para lembrar dos chicletes.

Sim, nem lembro a última vez que recorri a este artifício. Confesso que muito se deu quando descobri da fórmula vazia de nutrientes e repleta de xenobióticos que são essas gomas.

Devo ter substituído esse hábito de mascar pelo hábito de marchar.

Vamos que vamos…

Agora segue o

REMEMORANDO: ➡️ Tutti Frutti ⬅️

Educação é questão de emoção

“Educar é um ato de persistir com delicadeza”, essa é a principal mensagem do professor, escritor e psicanalista Geraldo Peçanha de Almeida.

Educador incrível que tive a oportunidade de conhecer nessa semana através da palestra “Bases Neurológicas da Aprendizagem”, promovida pelo Grupo Mulheres do Brasil, núcleo Frankfurt.

Nesse encontro o professor, que tem mais de 60 livros publicados, contou sobre suas raízes, desde a infância na lavoura, as experiências como professor infantil, até chegar ao doutorado e tornar-se palestrante internacional.

Mas, o principal foco foi sobre o poder e o valor do feminino para a humanidade, e sobre a importância de escutar o que as crianças têm para nos dizer.

“Só as mulheres carregam os vazios: no útero, na vagina, no coração quando os filhos vão embora… Isso porque sabem reconhecer a beleza e completar a vida com doçura”.

Quando ele falou isso, lembrei das aulas de antropologia na faculdade quando estudei sobre a sociedade matriarcal. Hoje vivemos no patriarcalismo, mas, nem sempre foi assim. Como esse mundo é cíclico, acredito que um dia não terá mais essa predominância de A ou B, pois, somos um todo. Enquanto isso, vamos tendo a dor do parto, ops, quero dizer, do processo evolutivo.

Das bases neurológicas da aprendizagem, o professor explicou que toda emoção antecipa a linguagem, então, quando uma criança (e até mesmo o adulto) estiver dominada pela cólera, pelo medo ou pela euforia; o melhor que temos à fazer é nos afastar e esperar os ânimos se acalmarem. Qualquer intervenção “durante” o medo, a cólera e a euforia terá pouca eficácia, já que o cérebro está dominado por uma bomba de adrenalina e a comunicação não será efetiva (nem afetiva).

Tivemos noção também sobre os tipos de linguagens na formação da memória da criança até os seis anos que são:

  • Sonora – adquirida por músicas, histórias e afins.
  • Cinestésica, pelos movimentos.
  • Pictórica – por desenhos.
  • Midiática – computadores, tv, etc.
  • Gráfica – letras e números.

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