Dia mundial de prevenção do suicídio

O que: Cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano, segundo a OMS

Onde: DW Brasil – Saúde

Quando: 09.09.2019

Por quê: Se analisarmos bem esses dados recentemente divulgados pela Organização Mundial da Saúde, OMS, veremos que o suicídio não escolhe classe social. A maioria dos países que estão no topo das taxas, passam (ou passaram) por problemas sociais e políticos que se arrastam por anos. Sendo o continente americano, que inclui EUA e Brasil, onde mais cresce as taxas de suicídios.

Penso que o consumismo, o extremismo, a concorrência e o exibicionismo tenham tudo a ver com essas ocorrências.

Os homens são os que mais se suicidam Vejo isso por dois fatores: a pressão social de ser o provedor e a dificuldade de lidar com os sentimentos e com a dor. O homem que não chora e não fala, se perde.

Muitos pais têm medo que seus jovens filhos entrem para o mundo das drogras ou morram em acidentes, sem se atentar que o suicídio é tão prejudicial quanto.


Por falar nisso, estamos no Setembro Amarelo, campanha Brasileira para a prevenção de suicídios. Tenho algumas postagens dos anos anteriores. Só fazer uma pesquisa por aqui. Essa campanha foi criada pelo CVV e outras instituições, pois,

Hoje, 10 de setembro, é o DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DE SUICÍDIOS.

A cor amarela foi escolhida porque um jovem americano, Mike Emme, de 17 anos, tirou a vida num carro Mustang amarelo. Seus amigos e familiares começaram distribuir fitas amarelas para lembrar a dor de Mike e dar suporte à quem passava pelo mesmo. Assim, começou essa campanha que se alastrou ao mundo.


Falamos de pais, agora vamos falar de país. Como nosso país tem trabalhado nas medidas preventivas? Falo tanto dos governantes quanto da sociedade civil.

Reduzir acessos pelos quais as pessoas podem se matar (armas, janelas, venenos, remédios) é também reduzir as decisões impulsivas.

Lembrando sempre que a luta do suícida é com a dor e não com a vida.

800 mil famílias padecem por ano por causa desse tipo de morte.

Resumo dos dados da reportagem:

  • A cada 40 segundos uma tira a própria vidase.
  • O suicídio fica atrás apenas das mortes no trânsito (entre jovens de 15 a 29 anos).
  • A maioria dos suicídios acontecem em países de baixa renda, mas, a maior taxa de suicídios são nos países ricos.
  • Guiana, Rússia, Lituânia, Uganda, Lesoto, Sri Lanka, Coreia do Sul, Índia e Japão são os países onde as pessoas mais se matam.
  • Os homens se suicidam mais que as mulheres.
  • Houve uma redução da taxa global de suicídios (exceto no continente americano).
  • Reduzir o acesso aos meios de tirar a própria vida é a melhor maneira preventiva.
  • As Nações Unidas têm como objetivo reduzir em um terço a taxa global de suicídios até 2030.
  • Continue lendo “Dia mundial de prevenção do suicídio”

Dia de retorno

Dia de retorno, sempre assim, temos que retornar ao que nos faz bem. Com isso, pouco a pouco vamos agregando valor ao ato de viver e nos chamando a atenção, para os pontos que precisamos desenvolver; e nos chamando para ação, sendo conciente de que o mundo precisa de você.

Dessa vez achei que o psquiatra ficou mais feliz com a minha tentativa de falar alemão do que com meu estado de humor. Parece brincadeira, mas estou falando sério, para os nativos é muito importante quando alguém se esforça para falar na sua língua natal.

Frankfurt é uma cidade veramente internacional onde se vê e escuta gente das diversas nacionalidades. Com o inglês é muito fácil “se virar” aqui. Mas, quando se arrisca no alemão a receptividade é outra. Ouvi falar que na região da Bavária não é bem assim, eles são mais tradicionalistas, bem como, nas cidades pequenas sem turismo.

Enfim, a consulta saiu um mix de alemão com inglês. Meu inglês é razoável, bom para leitura mas nem tanto para fala. Como atualmente estudo o alemão eram palavras alemãs que vinham com mais facilidade na cabeça. O mais intrigante é que para traduzir uma frase mentalmente eu uso do alemão para o inglês, e não para o português, como era de se esperar. Vai entender os caminhos que nos conduzem…

Eis que surge a pergunta que não quer calar:

Posso começar a reduzir a dose do antidepressivo doutor?

Você já está na dose mínima agora. Vamos esperar passar o inverno, lembra que decaiu no último? Sem falar que está em fase de mudança de cidade e será uma residente local aqui. Não será mais uma expatriada (família cidadã de outro país ‘emprestada’ para determinado trabalho). Sentirá na pele a vida real de um morador daqui, benvinda.

Sei que ali ele falava das altas taxas de impostos, da burocracia, do faça você mesmo, da busca pela inatingível perfeição, da falta de privacidade social, etc. Ainda assim, resolvemos aproveitar essa oportunidade de ficar em terras Germânicas. Pela educação dos filhos, pela segurança… Ainda assim, fico esperando para o dia de retorno.

Sai do consultório com a certeza de que a vida é aceitar e enfrentar os desafios. Que seja com saúde física e mental.


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