Receitas para o bom humor

  • Os alimentos grifados ajudam a produzir hormônios do bem estar.

Panqueca de Aveia

1 ovo

2 colheres (sopa) de farelo de aveia

1 colher (sopa) de azeite

1 pitada de sal

1 colher (café) de fermento

Temperos a gosto (orégano, dill, cebolinha, cúrcuma)

Misture tudo com um garfo. Aqueça a frigideira no fogo baixo, unte com pouco óleo. Esparrame a massa. Doure dos dois lados.


Seja autêntico e acolha seus sentimentos (os bons e os ruins) até chegar no ponto de apetecer seus olhos, olfato e paladar.


Maionese de Abacate

1/2 abacate grande

1/2 limão

1 dente de alho espremido

1/2 colher (sopa) de mostarda

2 colheres (sopa) de azeite

Sal e pimenta a gosto

Bata tudo no liquidificador até ficar cremoso. Coloque na geladeira para adquirir mais consistência. Ótimo acompanhamento para palitos de cenoura ou pepino.


Mude os rumos, os turnos e o relógio. Faça uma atividade fora da rotina uma vez por semana e quem sabe descobrirá novos gostos e rostos.


Quibe de grão de bico

1 xícara (chá) de grão de bico cozido

1 xícara (chá) de trigo para kibe

1/4 de xícara (chá) de azeite

3 colheres (sopa) de tahine

3 dentes de alho picados

1 cebola grande picada

1 xícara de chá de farinha de trigo integral

1 xícara de chá de salsicha picada

Sal a gosto

Coloque o trigo de molho até ficar hidratado. Retire o excesso d’água e reserve.

Bata muito bem no liquidificador o grão de bico, o azeite, o tahine, o alho, a cebola e o sal.

Misture esse creme com o trigo, a farinha e a salsinha.

Unte uma assadeira com azeite, asse por cerca de um hora, ou até dourar, em forno médio e preaquecido.


Se não achar nada do agrado, saiba rir para você mesmo. Os erros são oportunidades de aprendizagem como disse o pai da luz: “Eu não falhei, apenas descobri mil maneiras que não funcionam” Thomas Edson.


Sorvete de banana com morangos

Congelar duas bananas picadas em rodelas. Bater no liquidificador com os morangos, ou fruta de sua preferência, até virar um creme homogêneo e consistente. Se gostar, pode usar também iogurte natural congelado.


Faça uma lista com os ingredientes das suas prioridades e estipule uma recompensa para quando cumpri-lás. A sensação de dever cumprido provoca sorrisos internos.


Sagu de Chia

3 colheres (sopa) de chia

300 ml de suco de uva integral

3 cravos

2 pedaços de canela em pau


Misture bem todos os ingredientes, cubra com filme plástico e leve na geladeira por duas horas.

Agora se quiser gargalhadas externas, volte assistir os filmes ou ler os gibis que te faziam rir na infância. Deixe pipocar as emoções.

A origem da palavra humor vem de “líquido, fluído”. Logo se deduz que quando reprimimos nosso humor o que nada é a raiva, a tristeza, o medo, e depressão.

Então, vai a sugestão, AliMente-se bem.

Qual o cardápio do dia?

Depressão é negação

Se o pânico é o ápice da ansiedade, a depressão o ápice da negação.

Nega-se tudo, o amor próprio, o amor ao próximo e até a vida. Como assim? Você já teve ideações suicidas?

Não, porém, muitos depressivos têm. O que já tive/tenho vez por outra é uma vontade imensa de desaparecer, de tudo acabar, sem nenhum vínculo com nada e nem ninguém.

Esse sentimento é insuportável, aí tentamos negar ele também, mas, bate forte, bate forte.

Não é uma escolha ser assim, me parece que é inerente, mas é escolha ficar ou correr dele. E você fica torcendo pra passar logo esse tormento, enquanto isso, passam os dias…

Então, entra a culpa: culpa por pensar assim ou assado, culpa por se achar ingrata…. Quando se percebe já estamos tomados e tombados.

Cada um reage de um jeito. Por exemplo, o escritor de “O Demônio do Meio Dia – uma anotomia da depressão”, Andrew Solomow, relata que a dor dele era tanta, que ele se colocava em situações de risco para ver se fosse levado de vez. Fazendo sexo sem proteção com todo tipo de gente, correndo riscos como o HIV por exemplo.

A auto negligência também é um tipo de suicídio, aquele que vai matando aos poucos. Ela pode ser consciente ou subconsciente, pode vir através de diversos meios como a luxúria, o álcool, a gula, descuido com a saúde, dirigir imprudentemente e até mesmo andar distraído na rua.

Temos que ficar atentos, pois, mesmo quando estamos nos sentindo bem, qualquer estopim como um deboche pode nos levar para esse lugar sombroso. Só que o problema não são os outros, mas sim o que a gente deixa eles fazerem conosco.

Aí é tempo de reagir, pois, agora reconheço os sinais.

Espero um dia ter serenidade na mente para ultrapassar esses desafios. Não queria sentir essa vontade de sumir, sem ter para onde ir. Essa sensação de que nenhum lugar te suporta, nem seu corpo.

Senta, respira, observa seus pensamentos e saiba que isso também vai passar como passou das outras vezes.


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Dia de retorno

Dia de retorno, sempre assim, temos que retornar ao que nos faz bem. Com isso, pouco a pouco vamos agregando valor ao ato de viver e nos chamando a atenção, para os pontos que precisamos desenvolver; e nos chamando para ação, sendo conciente de que o mundo precisa de você.

Dessa vez achei que o psquiatra ficou mais feliz com a minha tentativa de falar alemão do que com meu estado de humor. Parece brincadeira, mas estou falando sério, para os nativos é muito importante quando alguém se esforça para falar na sua língua natal.

Frankfurt é uma cidade veramente internacional onde se vê e escuta gente das diversas nacionalidades. Com o inglês é muito fácil “se virar” aqui. Mas, quando se arrisca no alemão a receptividade é outra. Ouvi falar que na região da Bavária não é bem assim, eles são mais tradicionalistas, bem como, nas cidades pequenas sem turismo.

Enfim, a consulta saiu um mix de alemão com inglês. Meu inglês é razoável, bom para leitura mas nem tanto para fala. Como atualmente estudo o alemão eram palavras alemãs que vinham com mais facilidade na cabeça. O mais intrigante é que para traduzir uma frase mentalmente eu uso do alemão para o inglês, e não para o português, como era de se esperar. Vai entender os caminhos que nos conduzem…

Eis que surge a pergunta que não quer calar:

Posso começar a reduzir a dose do antidepressivo doutor?

Você já está na dose mínima agora. Vamos esperar passar o inverno, lembra que decaiu no último? Sem falar que está em fase de mudança de cidade e será uma residente local aqui. Não será mais uma expatriada (família cidadã de outro país ‘emprestada’ para determinado trabalho). Sentirá na pele a vida real de um morador daqui, benvinda.

Sei que ali ele falava das altas taxas de impostos, da burocracia, do faça você mesmo, da busca pela inatingível perfeição, da falta de privacidade social, etc. Ainda assim, resolvemos aproveitar essa oportunidade de ficar em terras Germânicas. Pela educação dos filhos, pela segurança… Ainda assim, fico esperando para o dia de retorno.

Sai do consultório com a certeza de que a vida é aceitar e enfrentar os desafios. Que seja com saúde física e mental.


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O veneno da agonia – depressão

Fui cutucar a publicação de 31 de agosto do ano passado. Para quê?

Dilacerante é um retrato da depressão gritando. Hoje apesar de estar me sentindo bem, aqueles sentimentos ainda incomodam. Sabem o que mudou?

O foco e o tempo que gasto com esses pensamentos.

Nessa última viagem ao Brasil, fui ao encontro da minha professora de filosofia do colegial. Lembrei o quanto já fui sonhadora e esperançosa por um mundo melhor e igualitário para todos… Mas o que vi na prática foi desigualdade crescendo.

A depressão suga e dilacera tudo, tudo, até a fé em mim mesma.

Vou repetir as frases que mais me tocaram nessa postagem de 2018:

  • Se o auge de uma pessoa é a vida. Porque nos abandonamos tanto?
  • Não suporto minha própria falsidade, quem dirá a alheia / No fundo estão todos correndo atrás de seus próprios garfos / Sem se preocupar com os fardos dos outros / Achando que pessoas como eu só se alimentam com tridente (pensamentos ruins)…
  • Sem saber que olhar de piedade não sacia / Que o toque de amizade alívia.

Enfim, nesse poema eu expunha as mazelas pessoais e sociais.

Quanto mais andei pelo Brasil dessa vez, mais vi a depressão estendendo suas garras. Nos amigos, nos familiares, e até em pessoas nem tão próximas assim. A depressão na forma de doença e não na forma de desânimo como muitos confundem.

Talvez consegui ver porque estava de fora, ou melhor, em tratamento da depressão. Agora “domo” e não “tomo” desse veneno agonizante.

Resumidamente, a dor e o amor sempre estarão aí disponíveis para nós. Tudo depende de onde colocamos nossos afincos, pensamentos e esforços.

Tenho aprendido que para onde vou, eu me levo, então, bom mesmo é cuidar da saúde mental.


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