Depressão com Poesia

Caneca de ágata

Caneca de ágata

​Caneca de ágata

Te vejo aprumada em cima da mesa

Brilhante beleza

Vertendo aromas

A mãe diz cuidado

Caiu, descasca

Descuida, queima

Nem assim, nada me embaraça

Na vontade de te tocar.

Caneca de ágata

Mimo vindo da casa da vó

De retrô só o discurso da mãe

Que um dia hei de repetir ao meu filho

Defronte de ti.

Caneca de ágata

Vês a infância ser esmaltada

Nesse charme contínuo e vermelho

Talvez até escorregue das mãos

Mas jamais da delicadeza

Que queimou meu coração.

Caneca de ágata

Teu nome poderia ser nostalgia

Continuo te segurando

Todas manhãs na memória.

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