Depressão com Poesia

Baratices

“Sim
Vem cá ficar comigo
Sim
Gosta de tudo o que eu gosto”

Na “Metamorfose“, livro de Franz Kafka, deduziram que o inseto monstruoso era uma barata.

Já em “A paixão segundo G.H.”, a escritora Clarice Lispector foi clara quando a sua personagem matou e comeu uma barata.

O que há em comum nas duas narrativas?

A perda de identidade.

Pra isso não há inseticida que baste, e quantos ainda estão atrás do remédio milagroso contra o vírus…

Um personagem era operário e sustentava a família, a outra era solitária e bem sucedida. Do mais, leiam vale muito essas antenas.

Minha mãe tem verdadeiro horror às baratas; eu viro e mexe fico pensando se minha escrita não passa de uma filosofia barata; já as baratas devem achar tudo isso um barato. Como sei?

Óbvio, elas viveram (e vivem) mesmo antes de aparecer a escrita, mesmo antes de definirmos a linguagem e julgarmos eu sou assim e você é assado.

Baratices dizem mais que as palavras, então, la cucaracha, la cucaracha, tomem cuidado com a sandália de borracha.

O que há de comum entre as identidades?

A passagem.

Música: Uma barata chamada Kafka Inimigos do Rei

5 thoughts on “Baratices

  1. Si a alguien le gusta lo que a ti te gusta, de seguro que se queda contigo para toda la vida
    Ksfka se que refleja su identidad doble en Metaformosis. Con el nació el impresionismo, así que se saltó la realidad. No he leído el otro libro. Pero tú antología no tiene nada de filosofía barata
    Mencionar a Ksfka, don palabras mayores en filosofía.
    Disfruto leerte. Mujeres inteligentes que te hacen reflexionar de esa manera, no abundan.
    Y si eso le agregamos la belleza, qué más se puede pedir!!!!?
    Con cariño
    Manuel

  2. Querido Manuel,
    tus palabras calientan mi cariño. El mundo necesita intercambios de energías positivas como esa. Estoy agradecida por compartir eso. Quedate en paz. 🙋🏽‍♀️

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