Depressão com Poesia

A morte e a sorte

E suas bandeiras…

Acostumados somos com o cheiro da sorte que nos conforta e acomoda.

Desconfio que a sorte também gosta de gente porque vira e mexe ela se apresenta resplandecente, ainda que poucos com ela se contenta, a sorte está sempre atenta à quem lhe quer abraçar.

Acontece que entre a sorte, o tempo e os ventos, vive a morte. Sim ela vive, com seu ânima e animus, para o bem ou para o mal, depende de como lhe interpretar.

Estamos desacostumados com o cheiro da morte, amortecidos nas próprias concuspiências. Vendo fins sem confins, colocando pontos na eternidade.

Acontece que agora a morte está cada vez mais perto e não sabemos o que fazer com ela.

Perder uma vivência (vida+experiência) é muito mais do que perder um corpo.

A morte do corpo limita o movimento e a presença, ficam as memórias e as realizAções.

A morte de uma vida nos faz perder a visão de que dias de sorte virão.

A morte de um sonho é um luto em luta que enluta.

A morte em vida chama a depressão.

A morte além do corpo chama-se energia, ou, pode ser ressureição.

Com suas muitas facetas, a morte continua ressoante com sua bandeira de transformação, tanto naqueles que lhe compreende, quanto naqueles que lhe subestima.

Repito:

Com sua bandeira de transformação, tanto naqueles que lhe compreende, quanto naqueles que lhe subestima, continua vibrando a sorte.

7 thoughts on “A morte e a sorte

  1. Verdade a senhora morte nos acompanha desde a primeira divisão celular em verdade desde a nossa vontade, pois se não se unem certamente encontram morte ainda “primos”.

  2. Na realidade a morte sempre nos espreita, talvez, até mais do que a sorte, contudo, para nossa sorte, um dia de sorte, na memória lembrado por muitos anos, nos ensina a dar voltas viver até o dia da morte… e depois…

  3. Essas duas bebem da mesma fonte desde o horizonte longínquo até nos nossos dias corridos.
    Boa semana para todos Kambamianos🙋🏽‍♀️

  4. Meu pai recitava essa pequena poesia e eu, criança, não entendia bem o que ele queria dizer e hoje, acabei lembrando del lendo sua poesia. Grato por despertar esse bom momento vivido.
    Aliás, essa poesia é de Francisco Otaviano.
    ILUSÕES DA VIDA

    Quem passou pela vida em branca nuvem,
    E em plácido repouso adormeceu;
    Quem não sentiu o frio da desgraça,
    Quem passou pela vida e não sofreu;
    Foi espectro de homem, não foi homem,
    Só passou pela vida, não viveu.

  5. Uau! Tirei um print para futuras inspirações. Que homem de sorte você com um pai que lia poesias na sua infância. Pequenos detalhes que passam pela vida e dão vidência (no sentido figurado da palavra, ou talvez não). Abraços.

Sua opinião agrega: comente aqui 🔄

%d blogueiros gostam disto: