Sóbrios do além

Então foi Natal
E o Ano Novo já vem
Nós somos os mesmos?
Pensamos em quem?

É fatal
O ego rígido
Seu dano se renova
Quando cantamos amém
Ao próprio umbigo

Mais um
Ano
Tudo denovo
No ciclo de Samsara

O ano de noel
O novo papai
Ho-ho-ho
Trenó dos trolados

O reino da luz
Virou história
Ao invés
De trajetória

Quem curti o presente
Passado ficou


Os frutos e o futuro
Na árvore da vida


Os feitos e os enfeites
Os sóbrios do além

Na ginga Hallelluyah


O Natal é uma data ambígua para mim, se por um lado tem todo o significado do nascimento de Cristo, um exemplo de luz e humanidade, uma data de reunião familiar, enfim, um tempo de crenças e tréguas nas diferenças. Por outro lado é um dos períodos mais comerciais do ano, onde papai noel reina e os altares são feitos de comidas e bebidas, muitos presentes e fotos para as redes sociais, pouca presença. Talvez isso possa ser uma percepção de uma mulher de classe média na meia idade. Uma criança, um idoso, um milionário, um mendigo têm outras visões da realidade. O que demonstra que é tudo ilusões, que há mais e além, tudo depende da situação em que estamos inseridos e de como as enxergamos. Eu curto o Natal e o Ano Novo também, mas sou daquelas que acredita que todo dia é dia de renascer.

Sugestão de série Netflix: Natal em 3 por 4

3 comentários

  1. Fico a imaginar se igual ao natal, viver é de fato ambíguo? Ambiguidades à parte vivamos um pouco da felicidade que ambiguamente vive em nosso interior, todo e cada dia…

    Curtido por 1 pessoa

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