Intestino e humor

Você já parou para agradecer seu intestino?


Isso mesmo, esse seu órgão vital que faz parte do aparelho digestivo é bem mais que um deglutinador de alimentos.

Entre o início da digestão, que começa na boca / na mastigação, até e excreção de tudo o que seu corpo não vai precisar mais, seu intestino trabalhou amavelmente para que você pudesse se energizar.

Engana-se quem pensa que o intestino é só ligado a nutrição. Hoje a ciência Ocidental já têm evidências do poder da saúde intestinal sobre o humor, da relação bem íntima entre o cérebro e o intestino e da relação das doenças com a má digestão.

Reforçando, tudo o que a medicina tradicional do Oriente já vem falado à séculos e séculos através de práticas como o yoga, a ayurverda, a meditação, os exércitos bioenergéticos, entre outros…


Por exemplo, você sabia que produzimos 95% de serotonina (o hormônio do bem estar) nas células intestinais?

Já falei por aqui muitas vezes da relação da saúde intestinal, depressão e dos estados de humor. Por isso se usa o termo enfezada (tomada de raiva, aborrecimento, birra, irritada), uma pessoa com as fezes descontroladas fica desregulada, inflamada, sem tino.


A maioria das doenças podem ser revertidas com o simples trato gentil do aparelho digestivo?


Como fazer isso?

Através da nutrição saudável e consciente, de exercícios de alongamentos (esticar)e relaxamento (respirar), e até de aprendizagem de como se comportar no seu trono privado, ou seja, no banheiro.

Já ouviu falar da técnica do banquinho? Se não, faça uma pesquisa online. Para mim foi bem útil.

Fica o convite para você pôr mais atenção ao que habita dentro de você e a dica de uma leitura informativa e divertida sobre esse tema, através do livro O Discreto Charme do Intestino“, da jovem médica alemã Giulia Enders.

Agora segue umas anotações que fiz dessa leitura, em forma poética é claro:

O ar é um alimento gasoso

As plantas tiram do ar e não da terra

A maior parte de seu peso

Vem do respirar

Na respiração longa e lenta

Mora o êxtase

Na curta e rápida

Vive a ansiedade

Assim é o intestino

Na função alimentar

Com seus quase 7 metros

Nos acompanha desde a placenta


Diminui tudo o que comemos

Para que possamos crescer e nos fortalecer


Até eliminar o que não precisamos


E absorver o que fará parte de nossa substância

Excessos são evacuados

Que carreguemos só o necessário


O mesmo intestino que energiza as células

Tem seu próprio sistema nervoso interno e independente


Afinal no corpo há muito mais do que um cérebro exigente


No Eu das entranhas há músicas estranhas

E a sabedoria oculta que trabalha no subconsciente

Fazendo fluir o que não nos nutri mais

Abra-se para a vitalidade

E cuide bem desse seu amigo

Que conhece bem os sentidos

Do que nem imaginamos

Na limpeza infinitesimal.

Há um milhão, bilhão, trilhões de estrelas Mas eu estou aqui embaixo Mexendo nas cicatrizes da minha alma Na minha alma estou tão infinitesimal (parte da tradução da música de Mother Mother)


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