A estátua na selva de máscaras

Caiu
Mais uma máscara
Essa se enterrou no chão


Virou estátua
Para as próximas
Gerações

Estátuas mascaradas
Servem a selva
Pensando serem salvas


Homens, homens
O que estão fazendo
com a vossa humanidade?


Assim tão emprestada
Como os dias
E as condições climáticas


Húmus em água parada fede
Fértil é o olhar
Sem máscaras


Cego
É quem não quer enxergar
A própria dureza
No maternal Terra


Pandemia
É o Pã atrás de ninfas
No bosque da solidão
Esse canto tão pequeno


Do infinito
Que é repleto
De amor
À ser descoberto.


* Pã na mitologia grega representa o deus dos bosques, campos, pastores e rebanhos. Com a aparência de homem e de bode, vive atrás de ninfas e é temido por quem atravessa a floresta. Pânico vem da terminologia Pã.

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