A formação

Nó na garganta
Letras que encantam
E se desenrolam
Nas mãos da criança

Esses pequeno verso surgiu após um exercício de imaginação ativa* o qual vou relatar.

Após uma breve meditação conduzida foi nos inserido o tema escola, daí me vieram as memórias do primário. De quando eu escondia a mamadeira debaixo da carteira no primeiro ano. Do aprendizado das operações matemáticas no terceiro ano. Da alfabetização, onde eu prestava muito atenção e queria caprichar nas letras entre as linhas, mesmo com pouca destreza das mãos de criança por falta de prática.

Esse regresso às memórias afetivas foram muito agradáveis, mas a sensação do meu corpo era completamente diferente: um aperto e coceira na garganta, vontade de tossir e ter que ficar me controlando para não atrapalhar o grupo. Tanto autocontrole produziu lágrimas e coriza.

Quando foi dada a orientação para voltarmos ao estado de vigília senti um alívio. Fiquei sem entender o porquê de um momento tão singelo de descobertas veio acompanhado de tanta tensão.

Fomos divididos em grupos para compartilhar as experiências e receber devolutivas. Ali tive a resposta dos nós na garganta, esse setor no nosso corpo representa a expressão, a comunicação, a autoaceitação (chakra laríngeo, azul).

Desde criança sempre busquei o perfeccionismo, a letra bonita, o acerto, o elogio, a aceitação, o que é natural… mas quando isso passa do ponto, o nó sufoca, a tosse e a coceira vêm para nos movimentar para a flexibilidade. Nos alerta que está tudo bem errar também… o autojulgamento é o pior chicote, acaba com a autoestima.

Se eu não viesse, gradativamente, abandonado o hábito de “agradadora” aprendido desde criança, hoje estaria sem saber afirmar a minha própria opinião. Um reflexo disso é esse blogue aqui, se eu ficasse pensando em minhas deficiências gramaticais, ou, limitada pelo medo de exposição estaria sem realizar esse grande sonho de escrever o que penso, gosto e acredito para quem queira ler.

Com isso quero dizer: tussa, assuma, forma, desenrola, conclua o estudo de si mesmo.


*Exercício de imaginação ativa do curso de Pós-graduação em Psicologia Transpessoal da Alubrat, Módulo Educação e Integração do Ser e do Saber.

3 comentários

  1. Siga. Escreva, publique, rememore suas memórias de infância… Chore, sorria… com menos perfeccionismo… Estou falando também de mim… rsrsrsrs

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