De quem é o mundo?

“O mundo pertence à quem gosta dele”

Giacomo Leopardi

A tradução literal dessa frase é a citação acima, mas o verbo genießt significa desfrutar. Podemos dizer também que o mundo pertence à quem sabe desfrutar.

Como um simples protetor de mesa pode nos proteger… trazem mensagens quase nunca lidas. Esse universo é mesmo interessante, sempre dando um jeito de nos alertar ao que verdadeiramente importa.

Fui pesquisar quem era Giacomo Leopordi (1798-1837), poeta italiano que demonstrava melancolia, ceticismo e pessimismo em sua escrita.

Mal sabe ele os infinitos bons pensamentos que uma única frase sua me despertou no ano de 2021, sentada num restaurante na Alemanha que reabriu depois de quase um ano fechado por causa da pandemia.

Senhor Leopardi, levei muitos tempo para olhar o mundo com mais leveza. Ele continua bruto e precisa ser lapidado todos os dias, mas, cada vez mais vou descobrindo ferramentas para lapidar esse dia mente diAmante.

Descobri que por aqui existem muitas frequências, e tudo o que acontece conosco é conforme as escolhas onde resolvemos nos colocar (livros, pessoas, filmes, lugares). Chamam isso de autoresponsabilidade. Tudo afeta e todos são afetados o tempo todo, como disse o filósofo Spinoza, um século antes de sua existência, sr. Leopardi.

Ah, é bom se entregar ao expandir, só que nem por isso os meus dias ficaram mais fáceis, mas tudo o que é valioso dá trabalho, exige esforço e dedicação. Não é mesmo?

Como poeta o senhor bem sabe: a vida não é para amadores, a vida é para os que são genuinamente amadores. Entendeu o trocadilho? Agora eu entendi o que o senhor quis dizer com desfrutar.

Durante a depressão definitivamente eu não gostava desse mundo, me sentia a estrangeira, estrangeira dentro do próprio corpo, estranha, estragando…

Mas quando consegui me desidenticar desse papel, dei espaço para a transformação, muitas formigas, flores, aves, objetos de casa, vieram me ajudar no trabalho da psique. Veja só, a vida é tão linda que me trouxe até ao senhor através de um descanso de copos. Ela sabe o tanto que meu corpo está precisando de descanso, principalmente o sutil.

Sabia que eu também quero ser poeta? Mas nessa época poetas não têm tanto valor quanto na sua. Nem por isso deixo de fazer o que eu amo. Essa é só mais uma das tais ferramentas que lhe falei.

Agora tomo a liberdade de estender seus pensamentos:

o mundo pertence à quem gosta dele – apesar dos pesares;

o mundo pertence a quem se cuida

o mundo pertence a quem cuide dele;

Nessa versão de pele e osso, o mundo nos pertence temporaria_mente.

 

2 comentários

  1. Como sempre lúcida e sensivelmente perspicaz. No tempo de Giacomo, a angústia, a tristeza, aquilo que chamamos de depressão hoje, era muito comum entre pensadores, literatos, poetas, etc… E, hoje, como estamos nós neste mundo? O mundo, digo, humanos estão melhor, apesar de tantos humanos piores…

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