Estar sóbrio

Três vícios em uma foto

Estar sóbrio é estar só

E olhar para o próprio brio

Mas hoje eu preciso tanto de um drink

Será mesmo?

Às vezes

Tudo o que mais precisamos

É de uma piscada

De um andar de mãos dadas

De uma alisada nos cabelos

De um sorriso uníssono

Mas o som está muito alto

As luzes piscam freneticaMente

A pista de dança está lotada

Debruçado no balcão

Peço mais uma

Que noitada!

Até amanhecer

E conseguir ter a sobriedade

De olhar para a própria sombra

E se amar mesmo assim

Esse é o começo

Do começo

Do começo

Da autocura

Estar sóbrio é estar só

e honrar o próprio brilho.


Sim, os últimos parágrafos dessa poesia fizeram referência a música de Caetano Veloso/Sampa, pois, alguma coisa acontece no meu coração – Brasil – quando eu ouço as suas canções.

Porque és o avesso, do avesso, do avesso


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