Almoço

Hoje almocei lágrimas

Elas escorriam quentes

No prato de comida

O sabor era de liberação

Por tanto tempo ficaram contidas

Em temperos e ilusões

Agora elas salgam e saborizam

Os fatos

Nesses dias agridoces

Dando me a certeza de que

Tudo flui

Mesmo no caos.

 

12 comentários

  1. O caos…sabe, minha vida sempre foi um redemoinho daqueles e olho para trás e sinto não saudade mas que valeu a pena ter vivido o que vivi. Vou te escrever sobre isso, sobre 1968/1971, e o quanto isso me trans(formou) e o que a vida foi me proporcionando. Fico feliz em conversar contigo. Opa, Conversar Contigo, Café Com Cris: CCCCC. 💐💐☕️☕️🌷🌷

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  2. Esses C só estão aumentando, é muito Carinho, rs. Fernando, só de eu acompanhar a sua luta para vencer o câncer já é o maior exemplo que eu poderia ter. Essa escrita leio ainda que sem palavras. Fica em paz meu amigo. O dia nasceu e nós também. Vamos lá 🙋🏽‍♀️

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  3. […] breve arquitetura da melancolia… […] , era assim que o poeta português chamava a lágrima. Usei essa beleza num dos meus livros publicados em papel. Faz tempo.

    do poema Lágrima, Eugénio de Andrade, livro Coração do Dia (1958). Eugénio de Andrade recebeu o Prêmio Camões.

    Aquele abraço, como canta o Gil.
    Darlan

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  4. O que eu sei da Mente -psicanálise – não é brincadeira. Viver, sabemos nós, é um caminho cheio de imprevistos, uma beleza de águas, inclusive a do choro.

    Aquele abraço, Amiga.
    Darlan

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