Palito de fósforo

Olivia pegou a caixa de fósforos, os quais estavam enfileirados como de costume.

Abriu-a e sem predeterminar escolheu um, assim são os dias, repletos de aleatoriedades.

Colocou o palito entre o polegar e o indicador, fechou a caixa, por fim, riscou o palito na superfície porosa.

Fogo!

O ato do atrito do palito contra a lixa da caixa dá início à todo processo de ignição.

Do encontro dos elementos presentes na natureza nasce a chama que chama para acender as velas nos aniversários e velórios, os bocais do fogão para o preparo do alimento, os cigarros, as lareiras, os foguetes, os lampiões, as tochas e até as fogueiras de São João.

No calor da pressa, Olivia queimou a mão.

Oh! céus isso é pra acabar com o meu dia, murmurou.

Veja só que evento, ao mesmo tempo que o palito acende ele se decompõe.

É tudo tão rápido…

Não sei porque passamos a vida de cabeça quente, pensa Olivia, enquanto prepara o espinafre do papai.


Aqui algumas curiosidades

Palito de fósforo: como surgiram

Para aprofundar no assunto fogo sugiro o livro Sapiens de Yuval Noah Harari. Breve sinopse:

Mas lembre-se que esse poema não é sobre o fogo, mas sim dos palitos de fósforo…

10 comentários

  1. Não conhecia essa música. Adorei! Resume bem a mensagem que quis passar. E ver Gil, Caetano, Betânia e Gal no auge da juventude foi demais. Obrigada. Você sempre acrescenta🙋🏽‍♀️

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  2. Há um ditado daqui: “Onde houve fogo, as cinzas permanecem”. Depois de um amor em chamas, acaba, mas ainda resta algo para sentir. Eu amo ler você

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