Reflexões sobre o julgamento

“Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.”

Hoje foi um daqueles dias revigorantes de receber uma amiga para almoçar, bater papo, trocar figurinhas, dúvidas, realizações e julgamentos. Tanto da nossa própria vida, quanto das dos outros que nos cercam. Foram tantas informações que depois pensei: na essência somos todos iguais com nossos anseios e medos.

Dessa conversa, da notícia se liberam ou não o Lula para ir no enterro do neto dele, do gostar ou não do Carnaval; o mesmo fio da meada: o julgamento.

Estamos a todo momento julgando ou sendo julgados. Isso ao mesmo tempo que incomoda, nos leva à ação que nem sempre é positiva. Muitas vezes é reativa, impulsiva e danosa.

Temos essa mania de defender bandeiras sem se colocar no lugar do outro. Temos a dificuldade extrema de aceitar certas atitudes dos outros.

Principalmente naqueles casos de família (todo mundo tem o seu) que sabemos que não terá solução ou mudança. Então, vestimos nossa capa de herói ou de bandido:

insistimos, brigamos, desistimos, reatamos, rompemos, criticamos, julgamos e julgamos, mas raramente aceitamos o fato como ele é

É um círculo vicioso que não leva ninguém à lugar nenhum. Ou melhor, não nos permite evoluir com fluidez como espécie e sociedade.

O ser humano é muito cabeça dura, deve ser por isso que esses movimentos de Open Mind, Mindfuness, Mindset (sempre usam nomes estrangeiros para valorizar), e muitos outros que trabalham a mente e o comportamento têm ganhado tantos adeptos.

Depois de nos debatermos muito, aí que vamos procurar ajuda e descobrir que o que temos que mudar é nossa maneira de pensar e agir, e não o outro, ninguém muda se não compreende o que lhe afeta. Parece simples, mas nomear o que nos afeta é muito difícil porque não queremos aceitar.

Vejo por mim, primeiro nem passava pela minha cabeça que estava depressiva, depois que desconfiei não queria aceitar, então, achava que podia lidar tudo sozinha. Aí fui afastando as pessoas, depois fui me afastando delas, depois fui bebendo para me suportar e ficar no meio delas… e isso só foi crescendo até ficar insuportável.

Quando aceitei que tinha algo de errado comigo e procurei tratamento, tudo começou fluir melhor. O auto julgamento não virou mais culpa.

No entanto, o julgamento alheio continua em pensamentos como:

“Como podem gostar de Carnaval se tantas aves são sacrificadas por causa de suas penas?”

Até ler que de uns anos para cá foi proibida a comercialização de penas, que a maioria são sintéticas, e que o Carnaval emprega e diverte por mais que eu não goste dele.

Enfim, a informação, a busca de aprimoramento e a mudança de comportamento, nos fazem andar, ainda que por passos muito lentos.

“Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser.”

Os textos em destaque fazem parte do TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno, que pode ser facilmente encontrado no Google ou YouTube.

Boa folia! A minha já começou com as marchinhas no instagram: @cristileineleao


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