No banco dos iguais.

  • Manoela, 4 anos, está quase suspensa da creche, na hora de dormir ela quer brincar.
  • Saulo, 13 anos, carrega o rótulo de inteligente e ágil, é mal visto no colégio porque não sabe ficar quieto durante as sete horas que fica por lá.

  • Gilberto é brilhante no palco, nota dez em drama, vai de médio a ruim em exatas. Nas horas de intervalos ele fica na biblioteca, não, ele não fica lendo por lá.

  • Lorena tem todo o estilo para ginástica artística, porém, nunca ouviu falar desse assunto na escola do bairro.

  • Martina vai na escola por causa da sopa, não esconde de ninguém seu interesse.

  • Giovanni tem uma curiosidade sem fim, lê de bulas à folhetins. Manuela enxerga com os dedos.

  • Betty já disseram que não vai virar nada na vida, por isso deseja a morte. João, sim, esse vai ser doutor como o pai, está escrito antes de nascer.

Como lidar com o diferente nos bancos que são feitos pros iguais?

Chamam de educação

A subserviência

Ainda assim, quase todos escolhem
barganhar a liberdade, o pensar, o executar; por modelos prontos.

Conduzidos somos
Oras na prisão voluntária
Noutras à solitária

Segue o curso…

Seja criativo.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

11 comentários

  1. Bom ver que você continua com a mesma garra, mulher! Desistir jamais, é isso mesmo! Sei que a gangorra emocional nos desestabiliza mesmo, não tem jeito, mas o lado bom é que você já sabe como lidar com as “quedas”.
    Beijo e fique bem!

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  2. Olha só, estava pensando ” tenho que escrever 2 posts que falei para a Venturas de uma fulana, da vida na Alemanha e da daylight”, chego lá viu…
    Então, a perseverança foi uma característica que descobri durante o tratamento. E sigo…
    Beijo para você também e se cuida.

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  3. Somos todos iguais nesta noite
    Na frieza de um riso pintado
    Na certeza de um sonho acabado
    É o circo de novo…*

    Da canção SOMOS TODOS IGUAIS NESTA NOITE, que dá título a um disco do IVAN LINS.

    Bom, quanto a essa turma descrita por você nesta postagem, cada qual com suas atribulações, acho eu que conheço todas, e mais algumas, tais como NIRA, que vai à escola porque a casa da vó ISAURA é longe. Eis que JONAS gosta da escola de um modo bem peculiar: lá ele vê melhor as estrelas impagáveis que uma sova ou uma curra pode fazer [perdoe a dureza]. A muito lépida e engraçada LETÍCIA gosta de subir e descer as escadarias enormes sempre correndo e rindo. O EDÉSIO só vai à escola se a Mãe levá-lo [Mãe é Mãe], e EU que não saio de lá “nem morta”.

    Um abraço.
    Darlan M Cunha

    Curtido por 1 pessoa

  4. Darlan, também tenho essa mania de ficar pensando em alguma música que combina com a poesia.
    Há tantos histórias dos bancos escolares, né? E tanto para evoluirmos. Forte abraço, fico contente com suas palavras.

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