Cabelos ao vento.

O vento forte carrega

As últimas folhas remanescentes

O balanço entre os galhos é geral

Dançam no topo da árvore

Recebendo a nova estação

Entre seus espaços vazios

Surge o som do sopro

Horas de flauta

Horas de trombone

O tronco sustenta tudo

Impassível da raiz ao topo

Por cima dele as heras

Insistem em existir

Até quando passarão por ti

Sem te ver?

Natureza desnuda

No baile de gala

Do inverno.

Este trabalho está licenciado uma Licença

Creative Commons

Atribuição 4.0 Internacional

7 comentários

  1. Balanço bom é o da certa passagem, sal rosa
    ainda que ao longe, como longe daqui está
    o mar, balanço bom é o do vento nesta bengala
    que não me leva àquela sala, antes
    subimos degraus do bem e do mal, todo dia
    ela faz tudo sempre igual, e me convoca
    logo de manhã para irmos a passeio, explorar
    veio por veio da mina enorme que é a cidade
    que uns chamam de monstrópole e de suicidade,
    mas somos otimistas como uma coelha
    que acaba de escapar do predador.
    Balanço bom esteja nas folhas de cada instante.

    Poema escrito agora especialmente para a Página da amiga Cristileine Leão.
    Um abraço. Felicidades.

    Darlan M Cunha

    Ó, é ir e rir aqui, de ontem: https://uaima.wordpress.com/2018/11/20/dionisio-ou-em-grego-%ce%b4%ce%b9%cf%8c%ce%bd%cf%85%cf%83%ce%bf%cf%82/

    Curtido por 1 pessoa

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